SÃO PAULO - Os ministros de Finanças e os presidentes dos bancos centrais dos países membros do G7 (França, Reino Unido, Itália, Canadá, Japão, EUA e Alemanha) se reuniram hoje para discutir os próximos passos a serem dados no combate à crise financeira internacional e acertaram um plano de ação para evitar a quebra de grandes instituições financeiras. Em comum, os participantes do encontro disseram que a turbulência pede por uma ação excepcional.

Eles afirmam também que usarão "todas as ferramentas" disponíveis para lidar com a crise.

Apesar do discurso, o encontro não resultou em medidas efetivas. No topo das prioridades ficou o descongelamento do mercado de crédito e ações para garantir que os bancos poderão levantar capital em fontes públicas e privadas. Também está previsto um processo de restabelecimento do mercado secundário de títulos atrelados a hipotecas. Os líderes dos países disseram ainda que todas as medidas a serem adotadas deverão priorizar a proteção aos contribuintes e evitar o contágio de outros países.

Seguem abaixo os cinco tópicos de entendimento divulgados ao final do encontro:
1. Tomar ações decisivas e usar todas as ferramentas disponíveis para dar suporte às instituições financeiras sistematicamente importantes e evitar que elas quebrem
2. Dar todos os passos necessários para descongelar o mercado de crédito e assegurar que bancos e outras instituições financeiras tenham largo acesso à liquidez e funding.

3. Assegurar que nossos bancos e outras instituições financeiras intermediárias, quando necessário, possam levantar capital tanto com fontes públicas como privadas, em montante suficiente para restabelecer a confiança e permitir a eles que continuem emprestando a famílias e empresas.

4. Garantir que os nossos respectivos seguros de depósitos e programas de garantias sejam robustos e consistentes para que os pequenos correntistas continuem tendo confiança na segurança de seus depósitos.

5. Tomar ações, onde apropriadas, para restabelecer os mercados secundários de hipotecas e outros ativos securitizados. Avaliações precisas e transparentes sobre o valor dos ativos e implementações consistentes de padrões contábeis de alta qualidade são necessários.

(Valor Online, com agências internacionais)

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