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Após resgate, executivos da AIG são acusados de excesso em viagem

Washington, 7 out (EFE).- Os executivos da seguradora AIG desfrutaram de uma semana de férias em um luxuoso hotel onde gastaram centenas de milhares de dólares, pouco depois de o Governo americano resgatar a companhia, disseram hoje fontes legislativas.

EFE |

O presidente do Comitê de Supervisão e de Reformas do Governo da Câmara dos Representantes, o democrata Henry Waxman, denunciou o fato no segundo dia de audiências sobre a crise financeira internacional.

O legislador mostrou uma fotografia de um hotel californiano de Monarch Beach, em que os quartos custam até US$ 1 mil por noite, e explicou que as faturas evidenciam que os executivos da AIG gastaram mais de US$ 440 mil.

Os executivos da seguradora, que foi resgatada em 16 de setembro com um plano avaliado em US$ 85 bilhões, desembolsaram durante sua estadia de uma semana no hotel quase US$ 200 mil nos quartos, mais de US$ 150 mil em comida e US$ 23 mil em tratamentos no balneário do hotel, segundo Waxman.

O legislador não escondeu seu mal-estar pelo fato de cerca de uma semana depois de os contribuintes recuperarem a AIG, executivos da companhia estivessem "bebendo e jantando em um dos hotéis mais caros do país".

O legislador democrata Elijah Cummings se mostrou indignado com o comportamento dos executivos da AIG.

"Foram à manicure, receberam tratamentos de pele e massagens enquanto os americanos estavam preocupados com as despesas", afirmou na audiência.

A AIG se defendeu das acusações com o argumento de que a viagem tinha sido organizada um ano antes como recompensa aos executivos de venda do negócio de seguros de vida da companhia.

"É tão básico como o salário, já que supõe recompensar o trabalho", explicou o porta-voz de AIG Nicholas Ashoo à agência de notícias "Bloomberg". EFE cai/rr

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