Washington, 10 out (EFE).- A General Motors (GM) negou hoje que esteja se preparando para declarar moratória, após a dramática queda de suas ações na quinta-feira que deixaram os papéis da montadora em seu nível mais baixo desde os anos 1950.

Em menos de um mês, o valor em bolsa da GM caiu 60%, dado que em 19 de setembro seus papéis cotavam a US$ 13 e hoje se movimentam em torno de US$ 5.

"Claramente encaramos dificuldades sem precedentes relacionadas com as incertezas nos mercados financeiros globalmente e o enfraquecimento dos fundamentos econômicos em muitos mercados-chave, mas a moratória não é uma opção que a GM está considerando", assinalou a companhia em comunicado.

A declaração da GM coincide com informações da imprensa de que a montadora estaria se preparando para fazer cortes na produção e para fechar fábricas.

"A moratória não seria do interesse de nossos empregados, acionistas, provedores e clientes e achamos que a especulação sobre uma possível declaração é exagerada e não construtiva", acrescentou a GM.

As palavras da companhia se referiam às declarações hoje do analista da S&P, Robert Schulz, durante uma entrevista à rede "Bloomberg" na qual afirmou que GM, Ford e Chrysler poderiam ser forçadas a declarar moratória perante a crise financeira e de vendas nos Estados Unidos. EFE crd/rr

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.