Após um dia de muita oscilação, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) encerrou o pregão desta sexta-feira em queda de 0,51%, aos 37.256 pontos.

No mês de outubro, classificado por muitos agentes como "infernal", a baixa foi de 24,80%, com perda de 41,68% no ano. A Bolsa paulista teve em outubro o pior desempenho mensal desde agosto de 1998.

A Bovespa fechou em queda nesta sexta-feira após registrar três sessões seguidas de altas, que forem precedidas de cinco pregões consecutivos de perdas.

Segundo avaliação de Álvaro Bandeira, o resultado de hoje, embora negativo, tem como aspecto benéfico o fato de não ter havido uma venda maciça de papéis, com realização de lucros que puxassem o índice para baixas bem maiores, como se suspeitava no início do pregão.

Com os ganhos de mais de 20% nos últimos três dias, as expectativas hoje apontavam para uma forte realização de lucros. "Alguns papéis subiram mais de 60%, 40% nos últimos dias, então seria natural chamar uma realização, pois o pano de fundo ainda não é bom", diz Bandeira.

A avaliação é de que os investidores resolveram ampliar um pouco os ganhos da semana, sem uma imensa realização. "Há um leitura positiva de que a crise financeira começa a ser domada e os mercados podem voltar a refazer preços dos ativos, que estão muito baixos", diz Bandeira. 

Arte/US

Nova York

As bolsas de valores nova-iorquinas encerraram o último pregão da semana em alta, mas fecharam o mês com forte queda. A elevação desta sexta-feira e da semana, não apagou o mau desempenho do mês - o pior desde 1987.

Hoje, o Dow Jones fechou em alta de 0,6%, aos 9.325,01 pontos, acumulando avanço semanal de 11,3%. O Standard & Poor´s 500 subiu 1,5% no dia e 10,5% na semana, para 968,75 pontos e o Nasdaq encerrou aos 1.720,95 pontos, com valorização de 1,3% no dia e 10,9% na semana.

Entretanto, no acumulado de outubro, o Dow Jones caiu 14,1%, o Nasdaq perdeu 17,7% e o S & P 500 recuou 16,9%.

Dólar

Depois de operar a semana toda em queda, o dólar inverteu a tendência e fechou em alta nesta sexta-feira. A moeda encerrou o dia cotada a R$ 2,160, com alta de 2,56%. No mês, a moeda teve valorização de 13,45%

Hoje, o Banco Central realizou dois leilões de swap cambial, até o momento, e vendeu um total de US$ 440,80 milhões nas duas operações.

Em alta desde a abertura dos negócios, o dólar comercial acentuou o ritmo de valorização nos minutos finais de negociação. Agentes de mercado afirmam que a ponta de compra ganhou força no período da tarde, quando já estava formada a taxa Ptax - média das cotações do dólar apurada pelo Banco Central e ponderada pelo volume de negócios - que vai referenciar a liquidação dos contratos futuros de novembro.

Arte/US

(Com informações da Agência Estado e Valor Online)

O colunista José Paulo Kupfer explica o acordo do Fed com o Banco Central do Brasil para troca de moedas:

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