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Após parecer da KPMG, grupos desistem de comprar canadense BCE

Nova York, 11 - A compra alavancada da companhia de telefonia canadense BCE entrou hoje em colapso, após um especialista em valuation da KPMG ter divulgado o parecer final de que a transação criaria uma empresa insolvente. A compra, avaliada em US$ 41 bilhões, era o maior acordo de private equity da história na época em que foi anunciado, há um ano e meio.

Agência Estado |

A transação já estava em risco desde o mês passado, quando a KPMG informou, ainda sob análise preliminar, que não poderia dar seu certificado de solvência. Essa garantia era uma condição necessária para a conclusão da compra.

Como o acordo vencia hoje, o grupo que estava interessado na companhia, formado pelo fundo de pensão dos professores de Ontario, Providence Equity Partners, Madison Dearborn Partners e Merrill Lynch Global Private Equity, divulgou um comunicado conjunto informando que desistiu da transação. Os quatro grupos de private equity disseram que não são responsáveis pela taxa de rompimento de US$ 1,2 bilhão.

Os maiores perdedores são os acionistas da BCE, que esperavam que a empresa seria comprada por algo em torno de US$ 34 por ação. As ações fecharam ontem cotadas a US$ 18,29 na bolsa de Nova York, em alta de 2,70%. Ainda não havia negociações no pré-mercado desta quinta-feira.

A avaliação da KPMG surpreendeu Wall Street, já que as operações da BCE continuam sólidas. A companhia possui rating em grau de investimento e quase US$ 3 bilhões em caixa em seu balanço patrimonial. Ainda assim, a KPMG expressou preocupação com a condição financeira da BCE, em parte porque o declínio dos valores de mercado de empresas do setor de telecomunicações nos últimos meses levanta dúvidas sobre se os ativos da BCE cobririam suas obrigações depois de o acordo ser fechado. As informações são da Dow Jones.

(Marcílio Souza)

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