A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) oscilou muito nesta sexta-feira, mas encerrou o pregão estável.

O Ibovespa terminou o dia com alta de 0,01%, aos 38.183 pontos, resistindo à influência das Bolsas de Nova York, que encerraram a sexta-feira em queda. O giro financeiro foi de R$ 3,587 bilhões em 218.890 negócios.

Na semana, o índice perdeu 1,37%, fechando fevereiro com desvalorização de 2,84%. Ao contrário dos pares externos, o Ibovespa ainda tem variação positiva de 1,68% no ano.

Dentre as 66 ações que compõem o Ibovespa, 40 subiram e 26 fecharam no vermelho.

De volta ao pregão de hoje, o assessor de investimentos da Corretora Souza Barros, Luiz Roberto Monteiro, chama atenção para o comportamento das ações da Petrobras, que vinham garantindo a valorização do dia e perderam valor no ajuste final de preços. O papel PN da estatal fechou com baixa de 0,45%, valendo R$ 26,40, depois de ir a R$ 27,34 na máxima. Já o ativo ON ganhou 0,61%, para R$ 32,70.

Assim, coube aos papéis da Vale limitar as perdas do dia. A ação PNA da mineradora subiu 1,01%, a R$ 26,83, e o ativo ON aumentou 1,21%, a R$ 30,87.

O assunto do dia foi o aumento de capital no Citigroup efetuado via conversão de ações preferenciais em ordinárias. O Tesouro dos EUA deve converter US$ 25 bilhões em ações, passando a deter até 36% do capital. Outros acionistas, entre eles fundos soberanos, foram convidados a fazer o mesmo.

Caso todos os papéis sejam convertidos, o capital do banco pode aumentar em mais de US$ 50 bilhões. Vale lembrar que tal movimentação não representa injeção de dinheiro novo.

Segundo Monteiro, além da diluição provocada pela conversão, o preço de troca das ações não agradou os agentes, por isso toda a instabilidade observada na sessão de hoje e da queda de quase 40% no papel ordinário do Citigroup.

Para o mês de março, o assessor avalia que é difícil ver alguma consistente no mercado brasileiro, já que as mesmas incertezas quanto aos bancos e às economias persistem.

Dólar

O dólar mudou a tendência de queda dos dois últimos pregões e encerrou os negócios desta sexta-feira em alta, influenciada pela instabilidade externa.

A moeda encerrou o dia cotada a R$ 2,371, com alta de 1,11%. Apesar da alta, a moeda se mantém abaixo da linha dos R$ 2,40. Em fevereiro, o dólar acumulou alta de 2,46% -a mais acentuada desde novembro passado.

Nesta sexta, o mau humor externo e a maior aversão ao risco, delineada pela alta do dólar ante o euro e maior demanda por ouro, estimularam a compra de moeda estrangeira.

De acordo com o diretor da Graco Corretora de Câmbio, Leandro Gomes, além da influência externa, parte da alta no preço da moeda pode ser creditada à maior demanda dos importadores e empresas que precisavam fazer remessas ao exterior.

Gomes também lembra que o pregão desta sexta-feira marca o fechamento da Ptax (média das cotações ponderada pelo volume) que liquidará os contratos futuros. O especialista ressalta que como há grande posição comprada no mercado é natural que exista pressão de alta no preço, pois quanto maior o valor do dólar melhor a remuneração.

Um fato importante destacado pelo diretor e observado nessa semana é a grande resistência da taxa de câmbio no patamar de R$ 2,40. Segundo Gomes, quando tal preço é atingido é notada grande pressão vendedora, com agentes desmanchando suas posições de forma agressiva.

Para o mês de março, a instabilidade continuará dominando o mercado na avaliação de Gomes. Mas a expectativa é de melhora no volume de exportação, o que pode ajudar a puxar o preço um pouco para baixo.

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