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O empresário espanhol Enrique Bañuelos decidiu apostar no Brasil depois de provocar um dos maiores estragos nos mercados imobiliário e acionário da Espanha. Natural de Valência, virou celebridade após abrir o capital da incorporadora Astroc, em 2006.

O empresário espanhol Enrique Bañuelos decidiu apostar no Brasil depois de provocar um dos maiores estragos nos mercados imobiliário e acionário da Espanha. Natural de Valência, virou celebridade após abrir o capital da incorporadora Astroc, em 2006. Em apenas nove meses, as ações da empresa passaram de US$ 8 para US$ 97, uma valorização superior a 1.000%. Ao final daquele ano, sua fortuna chegou a US$ 7,7 bilhões - a terceira maior da Espanha. No auge da fama e da fortuna, o empresário entrou para o círculo de amigos do bilionário Amâncio Ortega, dono da Zara, e chegou a acompanhar a família real do país em visita à Casa Branca. Bañuelos começou a vida vendendo mel e entrou para o ramo imobiliário em 1999. Cresceu comprando empresas com base em uma alavancagem agressiva. Mas, em 2008, a revelação de que Bañuelos havia inflado os lucros da Astroc com a compra e venda de terrenos da empresa para ele próprio detonou uma crise de confiança no mercado espanhol. Com o estouro da bolha imobiliária naquele país, a Astroc foi à concordata. Hoje, Bañuelos é processado pela Justiça de seu país por administração desleal e por manipulação das ações da Astroc. Depois dos escândalos, Bañuelos saiu de cena. Até reaparecer adquirindo empresas no Brasil. Em dezembro de 2008, adquiriu uma participação de 7% na Agra, incorporadora paulista controlada pelo empresário Luiz Roberto Silveira Pinto. Em seguida, comprou o controle da Abyara e da Klabin Segall, que enfrentavam sérios problemas financeiros. Em 2009, juntamente com Silveira Pinto, adquiriu os 20% de participação que Elie Horn, fundador da Cyrela, possuía na Agra. Em outubro do ano passado, Bañuelos criou a Agre, que reuniu todas essas empresas sob um mesmo nome e ocupava a quinta posição no ranking das maiores empresas do setor.

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