Após adquirir as marcas Ipiranga (nas Regiões Sul e Sudeste) e Texaco em menos de um ano e meio, o Grupo Ultra acredita que a etapa de grandes aquisições no setor está finalizada. Acredito que tenhamos atingido um tamanho adequado para as condições do mercado brasileiro.

Por isso, não antevejo novas aquisições, pelo menos não de tamanho significativo", afirmou o diretor presidente da empresa, Pedro Wongtschowski.

Na visão dele, o crescimento da companhia, a partir de agora, deverá ocorrer em direção aos pontos que não têm bandeira - os chamados "bandeira branca". Segundo o executivo, mais de 40% dos 50 mil postos existentes no País não possuem marca.

"Acredito que muitas empresas não sobreviverão em um mercado completamente regularizado", disse o executivo, em referência às medidas que ampliarão o controle sobre as empresas que atuam no setor, como a implantação da nota fiscal eletrônica e a instalação de medidores de vazão em usinas produtoras de etanol.

Apesar de prever o desaparecimento ou incorporação de parte desses postos pelas grandes empresas do setor, Wongtschowski acredita que esse processo será paulatino. "Acredito que no Brasil também há espaço para os distribuidores regionais", disse, durante coletiva de imprensa. Esses distribuidores regionais, explica, não representam os chamados postos de bandeira branca.

Além de trabalhar no processo de consolidação da Texaco, outra prioridade do grupo é manter seu nível de endividamento.

"A relação dívida e Ebitda do grupo está em 0,4 vez e esperamos que o endividamento fique abaixo de 1,5 vez. Manteremos uma administração financeira prudente, valorizando o grau de investimento que conquistamos este ano", disse o diretor financeiro e de Relações com Investidores da Ultrapar, André Covre.

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