Porto Alegre, 7 - Faltando poucos dias para o prazo limite de plantio de arroz, que termina no dia 20 de dezembro no Rio Grande do Sul, entidades rurais realizaram reuniões hoje em Porto Alegre (RS) com agentes financeiros que operam crédito agrícola em busca de recursos adicionais de custeio e agilidade na avaliação de danos provocados pelas chuvas para ressarcimento do seguro. Na semana passada, o Instituto Riograndense do Arroz (Irga) estimou que 240 mil hectares de arroz ficaram alagados pelo excesso de chuvas de novembro.

Por causa dos efeitos do clima, o Ministério da Agricultura adiou do dia 10 para 20 de dezembro o limite de plantio previsto pelo zoneamento agrícola, o que assegura ao produtor possibilidade de contratar crédito oficial dentro deste prazo.

O presidente da Federação dos Trabalhadores na Agricultura (Fetag), Elton Weber, explicou que as entidades reivindicaram recursos adicionais de custeio, para os que desejam replantar e já tiveram seu limite comprometido, liberação de crédito aos que ainda não semearam e agilidade na avaliação de danos para cálculo do seguro.

O limite de custeio no caso do plantio de arroz é de R$ 600 mil por produtor, informou o superintendente do Banco do Brasil, Clenio Teribele. Para financiar acima deste teto, o banco depende de autorização específica, observou ele. Na semana passada, os arrozeiros pediram ao Ministério da Agricultura o aumento do limite de custeio.

O BB está apto a receber as propostas de custeio dos produtores interessados em plantar ou replantar a lavoura e irá examinar cada caso individualmente, disse o superintendente. Em alguns casos, o produtor pode adotar as margens de outros tipos de financiamento que não tiveram seu limite comprometido, afirmou Teribele.

O presidente da Fetag relatou que as entidades pediram a realização das vistorias à seguradora até sexta-feira, para dar tempo aos produtores que desejam replantar dentro do período autorizado. O seguro do Pronaf (agricultura familiar) cobre até 100% do financiamento ao produtor que registrou perdas. Nos demais casos, a cobertura fica entre 50% e 70%.

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