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Após aval de assistentes de vôo, começa operação de venda da Alitalia

Roma, 29 set (EFE).- Com a aprovação hoje dos assistentes de vôos, reunidos nas associações Avia e SDL, as únicas que faltavam dar seu aval, se inicia a operação de venda da companhia aérea Alitalia a um grupo de empresários italianos, que agora buscam um sócio estrangeiro que apóie seu projeto.

EFE |

Com as últimas assinaturas, todos os sindicatos aprovaram o plano de intervenção apresentado pela Companhia Aérea Italiana (CAI), que reúne 16 empresários italianos, com o qual pode começar a operação de compra que significa o salvamento da Alitalia, que provavelmente faliria.

Os sindicatos autônomos tinham obrigado a CAI a retirar sua oferta de compra, mas o Governo começou um insistente trabalho de mediação para conseguir que tanto os representantes dos trabalhadores quanto os futuros compradores reconsiderassem suas propostas.

A aproximação com os sindicatos nas últimas horas foi graças às concessões da CAI no plano industrial e aos convênios coletivos sobre sua oferta anterior.

No entanto, os representantes de pilotos, assistentes de vôo e fncionários de terra afirmaram que assinaram "com pesar" por causa das cerca das 3.200 demissões que acontecerão e da incerteza em torno de outros dois mil funcionários que passarão a depender de empresas externas.

Além disso, o coordenador do SDL, Fabrizio Tomaselli, e o presidente da Avia, Antonio di Vietri, afirmaram que se trata de uma "assinatura técnica", diante da situação da companhia aérea, mas que a decisão terá que ser aprovada em plebiscito pelos funcionários.

Os líderes sindicais também dizem que "não há nada a celebrar", pois cerca de 1.300 funcionários, aproximadamente um terço dos atuais, ficarão sem trabalho, e que continuarão as negociações para firmar o convênio coletivo com os novos proprietários.

O acordo com os sindicatos era uma condição imprescindível apresentada pela CAI, que investirá 1 bilhão de euros para continuar com a operação de compra.

"Agora a CAI pode continuar sua operação com uma grande base de consenso social e enfrentar processos concretos para a construção da nova Alitalia", afirmou o ministro do Trabalho italiano, Maurizio Sacconi.

A CAI criará a nova companhia aérea após a fusão entre a Alitalia e a companhia italiana Air One e contará com 12.500 funcionários.

Os empresários italianos agora precisam decidir quem escolher como sócio industrial internacional. A companhia aérea franco-holandesa Air France-Klm e a alemã Lufthansa já mostraram interesse. EFE ccg/wr/rr

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