Os preços dos contratos futuros do petróleo encerraram em queda nesta terça-feira, com poucas negociações após registrarem recorde de alta (15,66%) num único dia na última segunda-feira. Os contratos da commodity com vencimento em novembro negociados na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex, na sigla em inglês) caíram US$ 2,76 (-2,52%) e fecharam a US$ 106,61 por barril.

Incluindo as transações do sistema eletrônico Globex, a mínima foi de US$ 104,05 e a máxima de US$ 109,58.

Na ICE Futures, os contratos de petróleo Brent para novembro fecharam a US$ 103,08 por barril, baixa de US$ 2,96 (-2,87%); a mínima foi de US$ 100,57 e a máxima de US$ 106,09.

Após o aumento acentuado dos preços na segunda-feira, a valorização do dólar ante o euro nesta terça-feira incentivou os operadores a derrubar o petróleo que, assim como outras commodities negociadas na moeda norte-americana, serve como escudo contra as variações cambiais. O euro era cotado a US$ 1,4646 por volta das 18h20, ante US$ 1,4807 na segunda-feira.

A queda nos futuros da gasolina foi mais severa, o contrato da gasolina reformulada (RBOB) para outubro caiu US$ 0,1088 (-4%), para US$ 2,5950 o galão, diante da retomada das operações de refinarias no Golfo do México, que passaram algumas semanas paralisadas por conta da passagem dos furacões Gustav e Ike pela região no início do mês.

O Departamento de Energia (DOE) dos EUA divulgará  nesta quarta-feira os dados mais recentes sobre os estoques comerciais de petróleo do país. Analistas pesquisados pela Dow Jones estimam queda de 1,6 milhão de barris para o petróleo, baixa de 3,5 milhões de barris para a gasolina e recuo de 1 milhão de barris para os combustíveis destilados na semana terminada em 19 de setembro. A taxa de utilização das refinarias deve subir 1,1 ponto percentual, para 78,5% da capacidade.

O retrocesso no mercado de petróleo ocorreu em meio ao debate no Congresso norte-americano sobre o plano de US$ 700 bilhões para a compra de ativos podres, relacionados às hipotecas, numa tentativa de sanar a atual fraqueza nos mercados financeiros. "Estes problemas nos mercados financeiros estão ofuscando tudo", disse Mike Fitzpatrick, corretor da MF Global em Nova York. "A divisória agora se resume à percepção de que o plano não vai funcionar e ao entusiasmo de que talvez ele funcione". As informações são da Dow Jones.

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