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Depois do pânico de ontem, os mercados amanheceram aparentemente mais calmos. Os dados de emprego melhores que o esperado nos Estados Unidos também trouxeram algum conforto.

Depois do pânico de ontem, os mercados amanheceram aparentemente mais calmos. Os dados de emprego melhores que o esperado nos Estados Unidos também trouxeram algum conforto. No entanto, as preocupações com a crise na Grécia e no restante da Europa continuam influenciando os negócios. Agora, os investidores buscam mais proteção do que oportunidades de compras, considerando o grau de insegurança nos mercados. Após abrir em alta, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) virou e passou a cair. Às 10h37% (de Brasília), o índice Bovespa (Ibovespa) recuava 0,15%, para 63.321 pontos.

"Este é um momento de tentar sair vivo dessa turbulência", disse um administrador de recursos. A volatilidade é a única certeza do dia. Nos Estados Unidos, o relatório de empregos (payroll) divulgado hoje mostrou a criação de 290 mil vagas no mercado de trabalho em abril, ante previsão de abertura de 180 mil postos, com a taxa de desemprego aumentando para 9,9%, acima dos 9,7% esperados pelos analistas.

"Nem eu nem ninguém tem a mínima ideia do que vai acontecer hoje", disse um experiente operador, indignado com o erro de operação registrado ontem no mercado norte-americano, que provocou a queda das bolsas ao redor do mundo. "Se um erro humano não é detectado por um sistema, então não dá nem para brincar com esse mercado. Bilhões de dólares viraram pó em questão de segundos."

Para o economista da Legan Asset Management, Fausto Gouveia, "o estresse de ontem no dólar e nas bolsas não se encerra num único dia". Segundo ele, "esse movimento de aversão vai continuar". Na avaliação de um outro especialista, hoje provavelmente será um dia sem lógica na Bovespa. "É um dia de ajuste, não de posição, mas um ajuste para cobrir os estragos da véspera".

Por isso, alerta ele, uma alta da Bovespa ou dos mercados norte-americanos acionários deve ser vista com cuidado, pois será uma correção das distorções do dia anterior. Antes de ter ocorrido o erro de operação ontem em Wall Street, que desencadeou um movimento coordenado de zeragem de posições em todo o mundo, o mercado já estava ruim.

Enquanto segue refém do exterior, os investidores têm uma série de balanços para olhar. A CSN anunciou lucro líquido de R$ 482 milhões no primeiro trimestre, aumento de 31% em relação ao obtido no mesmo período de 2009. Já a Cemig reportou lucro líquido consolidado de R$ 419,223 milhões no primeiro trimestre, o que representa um crescimento de 24,68% ante os R$ 336,242 milhões de igual período do ano passado. A receita líquida somou R$ 2,910 bilhões, 23,24% maior que a de R$ 2,361 bilhões do primeiro trimestre de 2009.

Construtoras também apresentaram resultados fortes. A MRV Engenharia teve lucro líquido de R$ 115,872 milhões no primeiro trimestre de 2010, um salto de 136,4% em relação ao lucro de R$ 49,021 milhões de igual período do ano passado. Com isso, a margem líquida da incorporadora avançou de 18% para 20,4%. Outra que viu seu lucro líquido crescer três dígitos foi a construtora e incorporadora PDG Realty. O resultado no primeiro trimestre cresceu 153%, para R$ 136,14 milhões ante mesmo período de 2009.

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