Após dois dias de alta, o dólar comercial cedeu 0,28% e fechou a quinta-feira cotado a R$ 1,766. Durante as negociações no mercado interbancário de câmbio, a taxa máxima registrada no dia foi de R$ 1,774 e a mínima ficou em R$ 1,752.

Na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), o dólar à vista subiu 0,06% e encerrou o pregão a R$ 1,774.

O momento de alta da taxa de câmbio foi causado por uma operação de compra no mercado futuro, envolvendo swap de câmbio e dólar futuro de cerca de US$ 1,3 bilhão por parte de um banco de investimentos local, segundo operadores de mesas de negociação consultadas. Essa operação pressionou o contrato futuro de dólar de janeiro de 2010, na BM&F, que chegou a subir à tarde até R$ 1,7815 (+0,68%), o que teve reflexo não só na formação do preço à vista como também no aumento do volume de negócios, disse uma fonte.

Pela manhã, os dados do PIB brasileiro referentes ao terceiro trimestre - crescimento de 1,3% ante o segundo trimestre, mas abaixo das previsões de alta de 1,6% a 2,9% - não chegaram a desanimar alguns especialistas, porque não dissiparam as expectativas de um crescimento consistente do País em 2010.

No mercado externo, a decisão da Moody's Investors Service de rebaixar os ratings de três bancos com sede em Dubai - Emirates NBD, Mashreqbank PSC e Dubai Islamic Bank PJSC - não provocou maiores sobressaltos hoje. Os ratings haviam sido colocados em revisão em agosto de 2009 em resposta ao enfraquecimento das condições econômicas em Dubai.

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