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Após 17 anos, economia brasileira retrai 0,2% em 2009

Embora tenha sido menos afetada pela crise mundial que os principais países desenvolvidos, a economia brasileira não saiu imune da maior turbulência econômica dos últimos 80 anos. No ano passado, o Produto Interno Bruto (PIB) do País recuou 0,2%, a primeira baixa desde 1992, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgados nesta quinta-feira. No quarto trimestre, a economia brasileira subiu 4,3% frente a igual período de 2008, mas o resultado não foi suficiente para impedir o PIB negativo no acumulado do ano.

Redação Economia |

 

"Nos anos recentes, após o 3,2% de crescimento em 2005, a taxa acumulada em 12 meses acelerou até atingir o pico de 6,6% no terceiro trimestre de 2008. Em seguida, houve desaceleração, chegando a -1,0% no terceiro trimestre de 2009 e fechando o ano em -0,2%", informou o IBGE.

Em valores correntes, o PIB brasileiro encerrou 2009 em R$ 3,143 trilhões. "Como em 2009, a população brasileira cresceu 0,99%, o PIB per capita ficou em R$ 16.414, sofrendo uma queda de 1,2%, em volume, em relação a 2008." 

Setores

A indústria foi o setor que sofreu mais com os impactos da crise, recuando 5,5% em 2009. O maior recuo veio da indústria de transformação (-7,0%), enquanto a construção civil baixou 6,3%. Eletrecidade e gás, água, esgoto e limpeza urbana (-2,4%) e extrativa mineral (-0,2%) completam as baixas do setor.

A agropecuária também teve queda, de 5,2%. "A queda se deveu à redução na produção de culturas importantes, como o trigo (-16,0%), o milho (-13,5%), o café (-12,8%) e a soja (-4,8%)."

No ano, somente o setor de serviços cresceu, com alta de 2,6%. Intermediação financeira e seguros (6,5%), outros serviços (5,1%), serviços de informação (4,9%), administração, saúde e educação pública (3,2%) e serviços imobiliários e aluguel (1,4%) responderam pelas altas do setor.

Na outra ponta da tabela, aparecem comércio atacadista e o varejista (-1,2%) e transporte, armazenagem e correio (-2,3%). 

Demanda

Do lado da demanda interna, o consumo das famílias cresceu 4,1% em 2009, o sexto ano consecutivo de alta, enquanto o governo elevou em 3,7% o consumo no ano passado. Por outro lado, a formação bruta de capital fixo (FBCF) - que são os investimentos - teve queda de 9,9% em 2009.

No âmbito do setor externo, as exportações tiveram redução de 10,3%, e as importações, de 11,4%. "Desde 2005, o desempenho em volume das exportações não era superior ao das importações", disse o IBGE.

Trimestre

Em relação ao terceiro trimestre de 2009, a economia brasileira cresceu 2%, com destaque para a indústria, que subiu 4%, demonstrando sinais claros de recuperação da atividade. O setor de serviços avançou 0,6% no período, enquanto a agropecuária fechou estável os últimos três meses do ano.

Frente ao quarto trimestre de 2008, o PIB cresceu 4,3%, com altas de 4,6% e 4% para comércio e indústria, respectivamente. Nesta base de comparação, a agropecuária fecha no vermelho, com queda de 4,6%.

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