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Após 1 ano de crise, Dow Jones recupera 61%

O destaque dos mercados internacionais hoje é histórico: o aniversário de um ano do piso do preço das ações, em decorrência da crise financeira, cujo marco foi a quebra do banco de investimento americano Lehman Brothers, em setembro de 2008. Em 9 de março de 2009, as bolsas de valores em todo o mundo chegavam ao fundo do poço.

Agência Estado |

O Índice Dow Jones, da Bolsa de Nova York, fechou no menor nível em 12 anos, nos 6.547,05 pontos, e o Ibovespa, da Bolsa de São Paulo, nos 40.925 pontos.

Mas, a partir daí, se iniciou uma arrancada também histórica. Segundo o estrategista-chefe do Deutsche Bank em Londres, Jim Reid, a valorização nos últimos 12 meses é a mais expressiva desde 1930. O Dow Jones acumula um ganho de mais de 61%, até fechar, ontem, nos 10.564,38 pontos. O S&P-500 já subiu 69% e o Nasdaq, 85%. O Ibovespa também saltou 85% no período.

O Índice FTSE 100, do Reino Unido, fechou nos 5.602,3 pontos; o CAC-40, da França, nos 3.910,01 pontos e o DAX, da Alemanha, nos 5.885,89 pontos. Na Ásia, o Índice Nikkei estava ontem nos 10.567 pontos.

Os bilhões de dólares despejados nas economias pelos governos mundo afora deram o impulso para a retomada, principalmente a liquidez artificial criada pelos bancos centrais.

Mas, um ano depois, esse esforço orçamentário aparece como um dos principais riscos para os mercados globais. Se o colapso financeiro foi evitado, agora os temores recaem sobre a capacidade de os países arcarem com as suas dívidas, como é o caso da Grécia e de outras nações europeias.

"Em 2009, o mercado só subiu, mas neste ano veremos altas e baixas", afirmou Kevin Daly, gestor de Mercados Emergentes da Aberdeen Asset Managers.

No Velho Continente, vai ganhando espaço a discussão sobre a criação do Fundo Monetário Europeu (FME), espelhado no FMI, como forma de dar suporte aos países com necessidades de financiamento.

Também cresce a pressão de vários governos contra os efeitos da especulação nos mercados, que teriam agravado os problemas da Grécia. A polêmica recai principalmente sobre os swaps de default de crédito (CDS, na sigla em inglês).

Ontem, o primeiro-ministro grego, George Papandreou, se encontrou com o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, em Washington, e disse ter recebido dele o apoio para levar adiante um plano de reformas.

No Reino Unido, notícias desfavoráveis sobre a economia voltam a pressionar a libra. O maior destaque é o déficit comercial do país, que inesperadamente atingiu 8 bilhões de libras em janeiro, de 7 bilhões de libras em dezembro, em decorrência da forte queda das exportações.

Além disso, o índice de preços de imóveis Rics mostrou desaceleração. O número de entrevistados que reportaram alta de preços superou em 17 pontos porcentuais o de pessoas que apontaram queda. No entanto, essa diferença estava em 31 pontos porcentuais em janeiro.

"A pesquisa sugere que a valorização das casas vista desde meados de 2009 perde velocidade", diz Neville Hill, do Credit Suisse.

Para piorar, as agências de classificação de risco continuam emitindo comentários cautelosos sobre o Reino Unido. Na segunda-feira, a Moodys disse que o fim da ajuda do governo terá impacto sobre as notas dos bancos. Ontem, a Fitch afirmou que o plano do governo britânico para reduzir o déficit público é "muito lento".

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