SÃO PAULO - Apesar do alto preço do petróleo, das dificuldades das empresas aéreas nos EUA, da greve de seus funcionários e da crise econômica mundial, a Boeing acumulou apenas dois cancelamentos de pedidos até o fim do terceiro trimestre. Ainda assim, outros 80 pedidos foram adiados por seus clientes, embora a empresa afirme que não teve problemas em repassar essas ordens a outros compradores.

A empresa reconhece, porém, que os riscos permanecem significativos, especialmente por conta da crise financeira mundial.

O vice-presidente de Marketing da Boeing, Randy Tinseth, diz em seu blog corporativo que o ano tem sido "difícil". Ele afirmou, em consonância com o discurso da empresa, que os efeitos da greve - que hoje entra em seu 52º dia - torna impossível avaliar qual o impacto total sobre seus negócios neste ano. Segundo Tinseth, essa análise só será possível após o fim da paralisação.

O executivo não acredita que novas expectativas sejam divulgadas logo após o fim da greve, pois, segundo ele, "haverá um período de recuperação na atividade antes que se consiga recuperar o ritmo que a empresa tinha antes da paralisação dos trabalhos".

(José Sergio Osse | Valor Online)

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