Tóquio - O índice Nikkei da Bolsa de Tóquio fechou esta segunda-feira em alta de 60,19 pontos (0,71%), aos 8.522,58, mesmo com o anúncio de recessão da segunda economia do mundo. O Produto Interno Bruto (PIB) japonês sofreu redução de 0,1% no terceiro trimestre do ano, depois de já ter caído 0,9% no trimestre anterior.

    O índice Topix, que reúne todos os valores da primeira seção, subiu 3,58 pontos (0,42%), para 850,49.

    Já o índice Kospi da Bolsa de Seul fechou hoje em baixa de 9,94 pontos (0,91%), aos 1. 078,32. O indicador de valores tecnológicos Kosdaq caiu 2,47 pontos (0,78%), para 314,98.

    A crise financeira global aumentou as perdas do Japão no comércio internacional e enfraqueceu ainda mais a demanda doméstica.

    O Produto Interno Bruto (PIB) do país se contraiu em 0,1% entre julho e setembro em relação ao trimestre anterior, já ajustado ao índice de inflação, ou 0,4% em relação ao mesmo período do ano passado, de acordo com os dados do Gabinete de Ministros.

    O Gabinete também revisou para baixo o número relativo ao PIB no trimestre entre abril e junho, que passou a ser de contração de 0,9%, ou de 3,7% em relação ao segundo trimestre de 2007. Antes, a queda informada era de 0,7% e 3%, respectivamente.

    O ministro da Economia do Japão, Kaoru Yosano, assim como muitos economistas privados, manifestou o temor de que a recessão japonesa se aprofunde por causa da queda no crescimento dos principais parceiros comerciais do país, como os EUA e a Europa, em meio à mais grave crise financeira global em décadas. "Os riscos de declínio da economia estão aumentando mais e o Japão está numa situação muito séria", declarou.

    A última vez em que a economia do Japão havia recuado em trimestres sucessivos tinha sido em 2001, após o estouro da bolha da Internet. Naquele ano, o PIB japonês se contraiu do segundo ao quarto trimestres. "Os próximos dois trimestres serão cruciais para a economia japonesa", disse Kyohei Morita, economista-chefe do banco Barclays Capital no Japão. "É muito possível que a economia se contraia por quatro trimestres seguidos porque as exportações e os investimentos provavelmente vão se enfraquecer mais", afirmou.

    Na semana passada, a zona do euro entrou oficialmente em recessão, com os anúncios de que a Alemanha e a Itália tiveram dois trimestres de queda do PIB.

    Na Grã-Bretanha, país que integra a União Européia, mas não a zona do euro, o governoafirma que a economia provavelmente já está em recessão.

    (*Com informações da Efe e Agência Estado)

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