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Genebra - O diretor-geral da Organização Mundial do Comércio (OMC), o francês Pascal Lamy, demonstrou hoje um moderado otimismo em relação ao processo de negociações dentro da Rodada de Doha, enquanto países como Indonésia, Venezuela, África do Sul e Argentina rejeitaram os textos.

"O diretor-geral acha que, assim como havia sido pedido, os principais países mostraram liderança ontem à noite e deram uma grande contribuição para que o processo continue caminhando", afirmou o porta-voz da OMC, Keith Rockwell, parafraseando Lamy na reunião do conselho de negociação comercial.

Os 30 países que há seis dias negociam o desbloqueio da Rodada de Doha, em andamento há sete anos, alinharam posições de forma concreta ontem, mas ainda não conseguiram a aprovação de todos.

Lamy apresentou uma minuta de texto aceita pela maioria, mas que encontrou a oposição de vários participantes das negociações, entre eles Índia - que não descartou o texto, mas evitou aprová-lo -, Argentina e Indonésia - que mostraram sua oposição ao mesmo.

Rockwell explicou que Lamy está ciente de que "ainda restam muitos temas a serem resolvidos de forma urgente, e que estes vão ser tratados nas próximas horas".

Lamy, segundo Rockwell, disse que esperava agradar a todos, e que, embora tivesse consciência de "que há elementos que nem todos aceitam, todos sabem que há base suficiente para que as negociações continuem".

No entanto, o ministro de Comércio da Venezuela, Willian Antonio Contreras, disse que muitos notavam com preocupação que o texto, em grande medida, atendia mais às inquietações de alguns membros do que, efetivamente, às necessidades de desenvolvimento da maioria dos membros da OMC.

Já o chanceler argentino, Jorge Taiana, expôs sua oposição à proposta: "As idéias defendidas são mais das mesmas".

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