Os alimentos e gasolina mais caros, o colapso do crédito imobiliário, o desemprego e as previsões pouco otimistas para a economia obrigaram os consumidores americanos a apertar os cintos. Contudo, parece que o orçamento das famílias ainda tem espaço para compras de chocolate, especialmente de variedades nobres - e mais caras.

Os americanos gastaram aproximadamente US$ 4,96 bilhões com barras de chocolate no ano encerrado em 14 de junho, 3,1% a mais que nos 12 meses anteriores. Grande parte do aumento é atribuído aos chocolates amargos, cujas vendas cresceram 18,8%. Os dados são da Nielsen Company.

Membros do setor afirmam que o chocolate tem prioridade para o paladar nos Estados Unidos, não importa a situação. "As confeitarias têm um bom desempenho mesmo durante tempos de dificuldade econômica", afirma Kirk Saville, porta-voz da Hershey. "Não esperamos que a situação econômica afete significantemente o setor".

Saville observa que o segmento de chocolates premium, incluindo as variedades amargas, responde por aproximadamente 60% do aumento do consumo de chocolates nos Estados Unidos.

Segundo a Associação Nacional das Confeitarias, as vendas de chocolates nobres cresceram mais de 30% em 2007. "A desempenho da categoria vai continuar crescendo dois dígitos nos próximos anos", aposta Susan Fussell, diretora de comunicação do órgão.

"Chocolates especiais continuam satisfazendo o paladar dos consumidores, apesar de suas carteiras mais magras", surpreende-se Darin Linnman, porta-voz da Moonstruck Chocolate Company. "Uma vez que é considerado um produto não essencial, seria de se presumir que as pessoas cortariam esse consumo de seus orçamentos". As informações são da Dow Jones.

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.