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Apesar de juro recorde,déficit nominal do governo é o menor em 15 anos

BRASÍLIA - Mesmo com a apropriação recorde de R$ 106,8 bilhões em juros entre janeiro e julho, o governo conseguiu registrar o menor déficit nominal dos últimos 15 anos no período.

Valor Online |

De acordo com o Banco Central (BC), a diferença entre o superávit primário e a conta de juros ficou negativa em R$ 8,578 bilhões, o valor mais baixo desde o déficit nominal de R$ 1,547 bilhão até julho de 1993.

O fator positivo foi a economia para o pagamento dos juros (superávit primário), de R$ 98,22 bilhões, outra marca histórica para o mesmo intervalo desde o início da série do BC, em 1991.

Segundo o chefe do Departamento Econômico do BC, Altamir Lopes, o superávit primário de R$ 12,1 bilhões em julho foi o melhor da série para o mês. Mas, em contrapartida, foram apropriados juros de R$ 18,777 bilhões, o pior patamar para o mês.

Ele explicou que vários fatores contribuíram para elevar a conta de juros, como o aumento nos índices de inflação que corrigem parte dos títulos do governo federal. Além da valorização do real frente ao dólar americano de 1,59% no mês, que reduz o valor dos ativos dolarizados, como as reservas internacionais.

Outro fator foi a alta da taxa básica Selic, que corrige boa parte da dívida. A Selic efetiva mensal subiu de 0,96% no mês de junho para 1,07% em julho, segundo o BC.

No acumulado de 12 meses até julho, o déficit nominal ficou em R$ 53,14 bilhões, com igual patamar de 1,94% do Produto Interno Bruto (PIB) registrado em junho.

(Azelma Rodrigues | Valor Online)

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