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Apesar de crise, Sobeet está otimista com investimentos para 2009

SÃO PAULO -Embora muitos economistas e analistas estejam olhando para 2009 com cada vez mais pessimismo, a Sociedade Brasileira de Estudos de Empresas Transnacionais e da Globalização Econômica (Sobeet) está confiante em relação à continuidade de um forte fluxo de recursos estrangeiros para o Brasil. No entendimento dos diretores da entidade, o mais provável é que o investimento estrangeiro direto (IED) some US$ 35 bilhões no ano que vem, o mesmo volume angariado em 2007 e ligeiramente abaixo do teto das projeções da entidade para este ano, que apontam para um IED entre US$ 35 bilhões e US$ 40 bilhões.

Valor Online |

De acordo com Luís Afonso Lima, diretor da Sobeet, mesmo que o interesse de empresas estrangeiras por investimentos em commodities recue por conta da baixa de preços, o Brasil continuará sendo, assim como outros emergentes, um importante destino para os recursos internacionais em 2009.

Lima admite que a crise de liquidez em vigor não afeta apenas as instituições financeiras, mas também as empresas que dependem de financiamentos para darem andamento a fusões, aquisições e reinvestimentos. Além disso, os Estados Unidos - país que mais faz investimento direto no Brasil - é também o que mais sofre neste momento com a falta de liquidez.

Levantamento feito de abril a junho deste ano, com base em respostas de 226 empresas, e divulgado hoje pela Conferência das Nações Unidas para o Comércio e Desenvolvimento (UNCTAD, na sigla em inglês), mostra que os planos das companhias para o triênio até 2010 sofreram um ajuste negativo em comparação ao levantamento feito no ano passado.

Neste ano, 21% das empresas afirmaram que pretendem elevar significativamente investimentos transnacionais. Na pesquisa anterior essa fatia era de 32%. A maioria dos respondentes, no entanto, sustenta um nível importante de confiança, com 68% deles mantendo a intenção de elevar investimentos nos próximos três anos.

Vale notar o fato de que a proporção de empresas que elevarão seus investimentos apenas "modestamente", cresceu de 38% no ano passado para 48% neste exercício. Além disso, 39% das empresas afirmaram que a crise financeira gerada pelos créditos subprime já afetou os planos de investimento para o triênio em questão.

Ainda assim, a Sobeet conclui que variáveis importantes para a tomada de decisão dos estrangeiros continuarão tendo peso relevante. É o caso do grau de investimentos conquistado neste ano, o crescimento importante da demanda interna, o nível ainda alto de preços de commodities e a expansão do setor de infra-estrutura.

Chama atenção na pesquisa da Unctad o fato de o Brasil continuar presente neste ano, assim como em 2007, entre os cinco principais países atraentes para destinar investimentos. O Brasil está na quinta posição num ranking liderado pela China, que é seguido por Índia, Estados Unidos e Rússia.

Segundo André Costa Carvalho, conselheiro da Sobeet, o crescimento do consumo interno é a principal razão apontada pelas empresas como fator de atração desses países. A previsão da entidade para a expansão da demanda doméstica é de 5,8% para 2009.

Nicola Tingas, também diretor da Sobeet, avalia ainda que o custo de oportunidade do Brasil é bastante baixo. Além das condições macroeconômicas estáveis, com inflação sob controle e crescimento pujante da demanda doméstica, o país conta com recursos naturais disponíveis e tem um ciclo de avanço em infra-estrutura que continuará atraente e onde os investimentos não podem ser interrompidos. "Isso vai se manter ainda favorável por um ou dois anos".

Hermann Wever, presidente do conselho consultivo da Sobeet e da Siemens no Brasil, concorda com a análise de que o Brasil continuará sendo "boa oportunidade" para estrangeiros e que, embora o país não esteja imune à crise, a projeção de IED de US$ 35 bilhões para o ano que vem pode ser considerada "boa".

(Bianca Ribeiro | Valor Online)

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