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Apesar de crise, BC reafirma compromisso com inflação

SÃO PAULO (Reuters) - O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, deixou claro nesta segunda-feira que o ciclo de aperto da taxa de juro deve continuar até que a inflação esteja sob controle. Durante evento em São Paulo, Meirelles argumentou que as medidas adotadas pelo BC nas últimas semanas, para tentar garantir o fluxo normal de recursos nos mercados de crédito no país, não devem ser entendidas como uma mudança no foco de atuação da autoridade monetária.

Reuters |

"Engana-se quem vê nas medidas adotadas pelo Banco Central uma mudança na sua estratégia de atuação", afirmou Meirelles, que completou: "Temos um compromisso é com o regime de metas de inflação. É importante que isso esteja bem claro para a sociedade."

O Comitê de Política Monetária (Copom) do BC se reúne na próxima semana para definir a meta da taxa básica de juro do país, a Selic. O Comitê iniciou em abril um ciclo de aperto monetário que já jogou o juro a 13,75 por cento.

Analistas consultados pelo próprio BC esperam que a taxa encerre o ano em 14,50 por cento, o que embute um aumento de 0,75 ponto percentual a ser definido ao longo das próximas duas reuniões do comitê em 2008, a primeira em outubro, e a última em dezembro.

"As decisões do Copom continuarão... a ser condicionadas pelas nossas projeções para a inflação e o balanço de riscos associados a essas projeções, e levarão em conta todos os desenvolvimentos recentes dos mercados", disse Meirelles.

Os aumentos consecutivos do juro promovidos pelo Copom até agora foram feitos com o intuito de trazer a inflação de volta ao centro da meta já em 2009.

O governo definiu para 2008, 2009 e 2010 uma meta de inflação de 4,5 por cento, com margem de variação de 2 pontos percentuais, para cima ou para baixo.

Meirelles aproveitou o discurso para reafirmar que o governo brasileiro continua acompanhado de perto, e com seriedade, os desdobramentos da crise financeira internacional.

"Estamos bem preparados e atuando incessantemente para preservar a economia brasileira dos efeitos das crises internacionais", disse.

(Reportagem de Aluísio Alves)

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