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Apesar de aprovação do plano de Obama, crise faz Wall Street fechar em forte queda

A bolsa de Nova York despencou nesta terça-feira, em um mercado que, apesar da aprovação do pacote bilionário de reativação da economia do governo de Barack Obama, continua fortemente preocupado com a amplitude da crise financeira: o Dow Jones caiu 3,79%, e o Nasdaq, 4,15%, superando o recorde negativo alcançado em novembro do ano passado.

AFP |

O Dow Jones Industrial Average perdeu 297,81 pontos, a 7.552,60 unidades, enquanto o Nasdaq recuou 63,70 puntos, a 1.470,66 unidades, segundo números definitivos do fechamento.

O índice principal terminou, assim, a apenas um terço de ponto de seu recorde negativo, registrado em novembro de 2008, quando caiu a 7.552,29 unidades. Após ter permanecido fechada na segunda-feira devido ao feriado, Wall Street sofreu na abertura, com o Dow Jones em queda de 3% durante quase toda a sessão.

"As notícias do final de semana não foram propícias para a compra de ações", estimou Mace Blicksilver, da Marblehead Asset Management, referindo-se à multiplicação de estatísticas sobre um aprofundamento da recessão, principalmente na Europa e no Japão.

A promulgação do plano de reativação de US$ 787 bilhões pelo presidente Barack Obama não foi suficiente para sustentar o mercado.

"Há muitas questões importantes que surgem na mente dos investidores sobre a eficiência destes programas monstruosos em termos de estabilização da economia, de reconstrução do balanço dos grandes bancos em dificuldades no mundo e de reparos na estrutura dos mercados de crédito", comentou Frederic Dickson, da D.A. Davidson, falando sobre o plano de estabilização dos bancos e de um eventual plano destinado ao mercado imobiliário.

O mercado de títulos acabou sendo favorecido pelo temor dos investidores, que buscaram o dólar como refúgio. O rendimento dos bônus do Tesouro a dez anos caiu a 2,662%, contra 2,882% na sexta-feira, e o dos títulos a 30 anos de prazo, a 3,486%, contra 3,682%.

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