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Apesar da crise, UOL espera elevar receita de publicidade em 2009

SÃO PAULO - Diante da desaceleração econômica que se avizinha, a publicidade deverá ser um dos principais segmentos afetados pela redução dos investimentos das empresas em 2009. A despeito deste cenário, o portal Universo Online (UOL) acredita que a internet será a mídia menos afetada pela crise, por praticar preços mais baixos de publicidade e por ser uma ferramenta eficiente para os anunciantes medirem o desempenho de suas ações.

Valor Online |

Uma das principais fontes de receita do UOL, a linha "publicidade e outras receitas" gerou R$ 195,5 milhões durante os nove primeiros meses deste ano, um crescimento de importantes 47% em relação ao mesmo período de 2007. Para se ter uma idéia, no mesmo intervalo de comparação a receita com assinaturas recuou 2%, para R$ 386 milhões.

Ao apresentar os resultados referentes ao terceiro trimestre, o diretor-geral da companhia, Marcelo Epstejn, admitiu que os investimentos das empresas em publicidade deverá mesmo ceder em 2009, especialmente no primeiro trimestre. No entanto, acredita que o UOL poderá continuar elevando suas receitas neste segmento, mesmo que em ritmo inferior ao que vem apresentando.

"O impacto para nós não será tão grande quanto na mídia tradicional", disse o executivo.

Impulsionada pela publicidade, a receita líquida do portal encerrou o terceiro trimestre deste ano em R$ 143,8 milhões, um crescimento de 9% sobre igual intervalo do ano passado. O custo dos serviços prestados cresceu apenas 4%, para R$ 54,2 milhões.

No entanto, as despesas com vendas avançaram 28%, para R$ 35,7 milhões, puxadas pelos gastos do UOL com suas próprias campanhas publicitárias que, segundo Epstejn, irão continuar em 2009. Também mostraram crescimento importante, de 49%, as despesas gerais e administrativas, que fecharam o terceiro trimestre em R$ 23,2 milhões.

E as despesas maiores acabaram prejudicando o resultado da companhia, cuja geração de caixa medida pelo Ebitda (lucro antes de impostos, juros, amortizações e depreciações) ficou em R$ 29,1 milhões, representando uma queda de 22% sobre o terceiro trimestre do ano passado. Pelos mesmos motivos, o lucro líquido recuou 15%, para R$ 27 milhões no trimestre.

(Murillo Camarotto | Valor Online)

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