Apenas o setor da agricultura registrou demissões de trabalhadores com empregos formais no mês de agosto. Segundo os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), o setor demitiu 4.995 pessoas por motivos sazonais relacionados à entressafra no Centro-Sul do País.

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O ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi, ressaltou, no entanto, que a queda foi menor do que em agosto de 2007, quando a agricultura demitiu 30.806 trabalhadores.

"O ano de 2008 está sendo tão forte, tão atípico, que o homem do campo está preferindo manter o seu trabalhador e diversificar as culturas. É até surpreendente, mas estamos num ciclo virtuoso, que acho que vai demorar alguns anos", disse Lupi.

O setor de serviços foi o que mais contribuiu, com a abertura de 95.191 novos postos de trabalho, número recorde para o mês para este segmento. A indústria de transformação criou 54.576 novos empregos formais, enquanto que o comércio contribuiu com 54.159 novos postos. Para o comércio, o resultado também é recorde no mês. A construção civil apresentou a maior taxa de crescimento do emprego, que foi de 35.882 em agosto. E o setor extrativo mineral criou 1.579 postos de trabalho, também uma geração recorde no mês.

"Mesmo uma taxa de inflação subindo não impediu o crescimento, porque os investimentos são projetados e planejados com muita antecedência", avaliou o ministro.

Lupi disse "que o Brasil virou uma grande Meca de negócios". Na avaliação de ministro, os ganhos reais no valor do salário mínimo também criaram "uma escada" que levou à melhoria do salário em todos os setores. Segundo ele, 90% dos acordos coletivos de trabalho fechados este ano tiveram ganho real para o trabalhador.

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