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Apenas 23% de pequenas e médias empresas usam crédito, diz Nielsen

São Paulo, 12 - O crédito ainda é pouco utilizado pelas pequenas e médias empresas no Brasil, conforme revelou pesquisa de perspectivas para o segmento, divulgada nesta quarta-feira pela Nielsen e pela Visa. De acordo com o levantamento, apenas 23% das pequenas e médias empresas lançam mão de financiamento.

Agência Estado |

O resultado mostra que o cenário não mudou muito desde o ano passado. No estudo anterior, feito em 2007, 21% das empresas consultadas afirmaram que utilizavam crédito.

O diretor de serviços de varejo da Nielsen no Brasil, João Carlos Lazzarini, reconheceu que a crise financeira internacional deve provocar uma diminuição nos níveis de atividade das pequenas e médias empresas, o que deve exigir uma maior prudência. "Em tempos como esse, caldo de galinha e prudência não fazem mal a ninguém", recomendou. Mas fez questão de ressaltar: "Não acredito em uma tragédia."

A fonte de crédito mais utilizada são os bancos, citados por 56% das empresas consultadas que utilizam financiamentos. A pesquisa revelou uma maior diversificação das fontes de empréstimos na comparação com o ano passado, uma vez que, em 2007, todas as pequenas e médias empresas que se valiam de crédito afirmaram tê-lo obtido com instituições financeiras. Já o crédito com bancos por meio de cartão de crédito avançou para 38% neste ano, de 20% no ano passado.

A modalidade de crédito que mais cresceu foi o financiamento direto com o fornecedor, principalmente nas médias empresas. O levantamento mostrou que cresceu de 6% no ano passado para 19% neste ano o número de pequenas e médias empresas que afirmou obter crédito com seu fornecedor. Segundo a pesquisa, a maioria dos fornecedores com os quais as pequenas e médias empresas trabalham oferece facilidades de pagamentos, criando um sistema de crédito independente de bancos.

De acordo com o estudo, avançou de 74% para 76% o número de fornecedores que concede desconto à vista entre 2007 e 2008. A média do desconto outorgado oscilou de 8% para 9% na mesma base de comparação. O número médio de fornecedores de cada empresa recuou de 26 em 2007 para 11 neste ano, acompanhando a queda verificada no porcentual que disse conceder facilidades de pagamento: de 89% no ano passado para 81% neste ano.

"Os fornecedores estão fazendo o papel dos bancos", avaliou Lazzarini. Entretanto, ele evitou fazer uma avaliação sobre como a crise financeira pode afetar a concessão de crédito para as pequenas e médias empresas no País. "É muito cedo para ver o impacto da crise", disse.

O executivo chamou atenção, entretanto, para a importância do crédito, que, segundo ele, ficou demonstrada na pesquisa pelo crescimento do papel dos fornecedores como modalidade de crédito. Ele vê também no resultado um reconhecimento de que o crédito disponível tem custo elevado.

Dinheiro

Ainda de acordo com a pesquisa, o dinheiro é o modo de pagamento mais utilizado pelas pequenas e médias empresas, citado por 41% dos entrevistados. Na pesquisa anterior, o dinheiro foi destacado por 38% das empresas. O uso do cheque diminuiu entre 2007 e 2008. O cheque empresarial foi citado por 27% das empresas, ante 38% no ano passado, e o cheque pessoal foi lembrado por 2%, ante 17% em 2007. Já o boleto bancário teve seu uso ampliado: passou de 2% para 25% o número de pequenas e médias empresas que disse utilizar este meio de pagamento.

Para o levantamento, foram entrevistadas 400 pequenas e médias empresas em São Paulo, Rio de Janeiro e Porto Alegre, pertencentes aos setores de comércio, serviço e indústria. Segundo o Sebrae, existem no Brasil 5,1 milhões de empresas, sendo que 98% deste total são micro e pequenas empresas. (Carolina Ruhman)

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