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Aos 100 anos, GM busca alternativas para se reerguer

O Chevrolet Volt deve ser a cobertura do bolo do centésimo aniversário da General Motors, que é comemorado hoje. O novo sedã, que vai funcionar como carro elétrico para o trânsito comum, deve propiciar um início empolgante para o segundo século da empresa.

Agência Estado |

O evento de hoje chega em uma hora crítica para a empresa. Caso o Volt seja bem-sucedido, a combalida empresa poderia encontrar um novo rumo depois de 10 décadas amarrada ao motor de combustão interna. Se fracassar, poderia arrastar consigo a GM e possivelmente toda a indústria automobilística americana, cada vez mais distante das concorrentes asiáticas na liderança.

Foi em 16 de setembro de 1908 que William Crapo Durant deu entrada nos papéis para a formação da GM, que tinha como seu alicerce um Buick revitalizado. O centenário deveria ser uma época de alegria para a empresa. Mas, com as perdas acumuladas desde 2005 aproximando-se dos US$ 70 bilhões e a Toyota acelerando para ultrapassar a GM e ficar com a primeira posição nas vendas globais de automóveis, os funcionários da empresa não têm muitos motivos para comemorar.

Em vez de fazer um brinde aos dias de glória, durante os quais a GM dominou metade do mercado americano de carros e caminhonetes - sua participação chegou ao auge de 51% em 1962, em meio a sugestões de que a empresa deveria ser dividida, de acordo com a legislação antitruste -, os executivos estão esperançosos em relação a novembro de 2010, quando o Volt deve finalmente chegar aos consumidores.

Burt Rutan, o visionário aeroespacial cujas realizações incluem a aeronave Voyager para viagens ao redor do mundo e que é também um entusiasta dos carros elétricos, está entre os que acreditam no novo modelo. "Creio que o Chevy Volt será não somente um grande sucesso, mas um transformador da indústria dos transportes."

Apesar de os carros elétricos terem sido comuns no início do século 20, os modelos de propulsão a gasolina se tornaram padrão já ao final da década de 1920. Desde então, o conceito de carro elétrico ressurgiu de novo e de novo, mas nunca sob a forma de um modelo atraente para o mercado de massas.

Ainda assim, ao longo de todo o século 20 a GM pesquisou grandes avanços nos sistemas elétricos - velas de ignição, partida elétrica, transmissão computadorizada e sistemas de informação e entretenimento digitais -, o que acabou fundamentalmente sendo um avanço para os seus veículos movidos a combustíveis fósseis.

Mas, ao mesmo tempo, os pesquisadores da GM estavam silenciosamente investigando alternativas para a combustão interna. Nos anos 1960, a equipe de pesquisa e desenvolvimento realizou experimentos com células de combustível, carros elétricos híbridos e de alimentação via rede elétrica.

Em meados da década de 1990, a GM decidiu apostar que a propulsão elétrica estava pronta para o consumo do público. Foram alugados 1,1 mil carros elétricos EV1 para transporte de curto alcance, modelos baseados no carro elétrico conceitual Impact.

O EV1 foi prejudicado pelas limitações do seu alcance - que chegava a apenas 80 quilômetros por recarga. E, ao contrário do Volt, não havia alimentação reserva para o caso de as baterias acabarem.

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