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Ao falar de juros, Meirelles diz que país precisa evitar crise local

BRASÍLIA - O presidente do Banco Central (BC), Henrique Meirelles, deu hoje uma resposta enigmática aos empresários que reivindicam mais rapidez na queda do juro básico Selic, como forma de contemporizar a crise: É importante que dessa vez o país não substitua uma crise externa de curta duração por uma crise interna de longa duração como no passado. Ao explicar a circular divulgada ontem à noite, que permite o uso de recursos das reservas internacionais do país para empréstimos a empresas com dívida externa, Meirelles reiterou que a crise mundial mantém a falta de crédito externo. E sinalizou ser essa uma tendência duradoura.

Valor Online |

"O problema do sistema financeiro mundial é que está havendo encurtamento de crédito", explicou. Com a crise agravada desde setembro de 2008, há cada vez mais um aumento de pressão dos governos para que seus bancos "emprestem domesticamente", disse o presidente do BC, o que tem resultado na redução do crédito internacional.

Ele prosseguiu explicando que uma solução é a adotada pela autoridade monetária brasileira, com o fornecimento de liquidez em moeda externa a partir das reservas.

Nos vários fóruns internacionais sobre a crise, discute-se o papel do Fundo Monetário Internacional (FMI) no socorro aos países em dificuldade. Meirelles citou que o FMI teria reservas em torno de US$ 250 bilhões para empréstimos, "mas estima-se que seriam necessários entre US$ 700 bilhões e US$ 800 bilhões para atender à demanda atual", completou ele.

(Valor Online)

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