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Anvisa proíbe produto lácteo vindo da China

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu a comercialização e a entrada no Brasil de produtos que apresentem em sua composição leite chinês ou seus derivados. A medida entrou em vigor anteontem e proíbe também o uso de matéria-prima chinesa na fabricação de alimentos pela indústria brasileira.

Agência Estado |

Segundo a agência, produtos chineses contaminados não chegaram ao País. "É uma ação preventiva", afirmou a gerente de alimentos da Anvisa, Denise Resende.

A decisão da agência brasileira se baseia em informações da Rede Internacional de Autoridades de Segurança dos Alimentos (Infosan) e da Agência Nacional de Inspeção da China que, até o momento, notificaram 54 mil casos de bebês e crianças chinesas que apresentaram problemas renais depois de consumir produtos lácteos contaminados por melamina - um produto químico usado na indústria de plásticos.

Quando o escândalo veio à tona, em setembro, o Ministério da Agricultura havia garantido que o Brasil não mantinha comércio bilateral de produtos lácteos com a China. Mesmo assim, a Anvisa, seguindo o exemplo de países do Mercosul, Europa, Ásia e África, decidiu proibir a importação e o uso da matéria-prima daquele país.

A medida tenta evitar o eventual risco de que leite contaminado ingresse no País sem ser percebido. Para técnicos da Anvisa, isso poderia ocorrer, por exemplo, no caso de produtos procedentes de outros países que usassem matéria-prima chinesa.

A decisão causou mal-estar entre Anvisa e Ministério da Agricultura. Pouco depois da divulgação da proibição da Anvisa, o ministério divulgou uma nota reafirmando que o País não importa leite, derivados e produtos lácteos da China. "O Mapa (Ministério da Agricultura e Pecuária) reafirma que o rigor da fiscalização para a entrada de produtos alimentícios de qualquer origem permanece o mesmo", garante a nota.

A Anvisa, por sua vez, informou que a fiscalização nos portos e aeroportos havia sido reforçada. Fiscais estariam sendo orientados a verificar se matéria-prima da China estaria sendo usada por produtos procedentes de outros países. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

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