Colunista participa de chat no iG sobre o crescimento do PIB brasileiro http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/2008/12/09/para+mantega+pib+forte+do+3o+tri+da+musculatura+contra+a+crise+3171953.htmlPara Mantega, PIB forte do 3º tri dá musculatura contra a crise http://ultimosegundo.ig.com.br/economia/2008/12/09/taxa+acumulada+pelo+pib+em+12+meses+e+a+maior+da+serie+historica+3169915.htmlTaxa acumulada pelo PIB em 12 meses é a maior da série histórica José Paulo Kupfer: http://colunistas.ig.com.br/jpkupfer/2008/12/08/a-selic-no-momento-nao-serve-para-nada/A Selic (no momento) não serve para nada" /
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Antes da crise, PIB cresce 6,8% no 3º trimestre

O Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro cresceu, no terceiro trimestre do ano, 6,8% em relação ao mesmo período de 2007, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta terça-feira. Em relação ao segundo trimestre, a alta foi de 1,8%. http://ultimosegundo.ig.com.br/economia/2008/12/09/colunista+participa+de+chat+no+ig+sobre+o+crescimento+do+pib+brasileiro+3168953.htmlColunista participa de chat no iG sobre o crescimento do PIB brasileiro http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/2008/12/09/para+mantega+pib+forte+do+3o+tri+da+musculatura+contra+a+crise+3171953.htmlPara Mantega, PIB forte do 3º tri dá musculatura contra a crise http://ultimosegundo.ig.com.br/economia/2008/12/09/taxa+acumulada+pelo+pib+em+12+meses+e+a+maior+da+serie+historica+3169915.htmlTaxa acumulada pelo PIB em 12 meses é a maior da série histórica José Paulo Kupfer: http://colunistas.ig.com.br/jpkupfer/2008/12/08/a-selic-no-momento-nao-serve-para-nada/A Selic (no momento) não serve para nada

Davi Franzon, do Último Segundo |

Acordo Ortográfico

Nos últimos quatro trimestres, o aumento do PIB está em 6,3% em relação aos quatro trimestres anteriores, segundo o instituto. Essa taxa, segundo o IBGE, é a maior da série histórica, iniciada em 1996. "Se o ano terminasse agora, o PIB seria o maior da série" , frisou Rebeca Palis, gerente de contas trimestrais do IBGE.

Já de janeiro a setembro, na comparação com o mesmo período do ano passado, a alta é de 6,4%. No terceiro trimestre, o PIB do País somou R$ 747,3 bilhões.

Antes da crise

O crescimento PIB brasileiro durante o terceiro trimestre deste ano chega como um dado positivo, mas ele pode ter seu impacto reduzido devido à expectativa do mercado financeiro e do setor produtivo com relação aos números do quarto trimestre de 2008, que só serão conhecidos em março de 2009. Os números do fim deste ano é que podem trazer os impactos da redução dos postos de trabalho, retração da oferta de crédito e desaquecimento da produção industrial.

Arte/US

A evolução apresentada no atual período, que computa os números obtidos entre os meses de julho, agosto e setembro de 2008, ainda não foi afetada pela desaceleração econômica agravada no começo do mês de outubro e que pode reduzir o crescimento do PIB gerado entre os meses de outubro, novembro e dezembro. Mas há, entre as previsões econômicas para o final deste ano e início de 2009, quem acredite que o verdadeiro impacto negativo só virá a partir do segundo trimestre do próximo ano.

Na avaliação do Professor da FEA-USP, Luiz Jurandir Simões Araújo, os números divulgados nesta terça-feira, assim como os do próximo trimestre, ainda trarão um saldo positivo do período anterior ao agravamento da crise financeira global. Araújo não descarta uma desaceleração entre o quarto e o terceiro trimestre de 2008, mas, para ele, o verdadeiro teste para a economia brasileira será conhecido a partir de março de 2009. O impacto da redução dos postos de trabalho fechados na Vale, a redução de projetos imobiliários e a retração do crédito no financiamento de automóveis só deve ser conhecido depois de março de 2009, avalia Araújo.

Para ele, os dois próximos porcentuais do PIB ainda terão impacto de uma memória econômica positiva, mas que pode ser dissipada a partir de uma retração ainda maior do crédito e, consequentemente, da produção nacional. O desenho do cenário econômico dependerá de quantos degraus a economia norte-americana ainda descerá. Que ela descerá mais alguns, isso não é novidade, mas é preciso ter atenção onde ela deve parar e qual será a reação dos reguladores econômicos e dos governos centrais, informou o professor.

Questionado se faria uma previsão para o PIB do quarto trimestre de 2008, ou mesmo para o primeiro trimestre de 2009, Simões afirmou que qualquer número seria um palpite sem fundamentos, já que será preciso aguardar o desenrolar de um cenário econômico formado por setores que atuarão na defensiva, exemplo das empresas dos setores imobiliário e automotivo, e aquelas que podem partir para uma ação ofensiva, como deve ser o caso de grupos ligados ao mercado de tecnologia. Será o cruzamento desses dois perfis, sendo que ambos podem realizar operações de redução de postos de trabalho, que dará o tom dos primeiros meses de 2009, comenta o professor da USP.

Dando mais crédito ao PIB do quarto trimestre de 2008, o economista da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), Marcel Solimeo, avalia que o número poderá direcionar os passos de investidores, da indústria e do comércio durante os meses de 2009. É claro que o dado (PIB do quarto trimestre) indicará uma desaceleração na comparação com o PIB do terceiro trimestre. A questão é como o mercado avaliará esse porcentual e, a partir dessa avaliação, como ele definirá seus investimentos no decorrer do ano, explica o economista.

Na avaliação de Solimeo, o crescimento do PIB entre os meses de outubro a dezembro também indicará as diretrizes para as intervenções do governo federal no combate à crise financeira global. O tamanho da retração na comparação com os números de 2007, e isso vale para o terceiro e quarto trimestre, exigirá uma maior ou menor intervenção do governo no combate aos impactos negativos da desaceleração econômica, finaliza.

(Com informações do Valor Online)

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