A Agência Nacional do Petróleo (ANP) vai licitar até o final do ano a perfuração de quatro poços estratigráficos para identificar detalhes geológicos das bacias do Acre, Parnaíba, São Luiz e São Francisco. É a primeira vez que a reguladora realiza uma licitação para atuar na área de exploração desde a sua criação.

A Agência Nacional do Petróleo (ANP) vai licitar até o final do ano a perfuração de quatro poços estratigráficos para identificar detalhes geológicos das bacias do Acre, Parnaíba, São Luiz e São Francisco. É a primeira vez que a reguladora realiza uma licitação para atuar na área de exploração desde a sua criação. Até o momento, a reguladora utilizava os dados prévios repassados pela Petrobras sobre as bacias brasileiras, obtidos em sísmicas e poços perfurados antes de sua criação em 1998. "Estes poços marcam uma nova era para a ANP", disse a diretora da agência, Magda Chambriard, em entrevista durante a feira Offshore Technology Conference, em Houston. A estreia da ANP neste segmento foi com os dois poços perfurados no pré-sal da Bacia de Santos, por encomenda da União e visando a identificação dos reservatórios contendo 5 bilhões de barris a serem repassados pelo governo à Petrobras por meio da cessão incluída na capitalização da estatal. De acordo com a diretora, havia a perspectiva de incluir na licitação também a perfuração de um poço na Bacia do Paraná, mas um primeiro termo de referência apurou um custo de R$ 90 milhões. "Vamos reavaliar as dificuldades e repensar este poço", disse. A perspectiva, segundo ela, é de que a média de custos para a perfuração seja de R$ 50 milhões por poço. A diretora afirmou que estes dados já poderiam estar disponíveis para uma 12ª Rodada de Licitações de áreas exploratórias. Já sobre a 11ª Rodada, prevista para este ano, Magda disse que a ANP está pronta para realizá-la desde março do ano passado, quando enviou ao Ministério de Minas e Energia as áreas sugeridas para a licitação. O diretor da ANP responsável pela organização das rodadas, Nelson Narciso, disse que é provável que o novo leilão seja apreciado na reunião do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) no final de junho. / K.L.

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