Segundo técnicos do setor, razão mais provável para a suspensão das atividades é o bloqueio do poço por camadas de rocha

Problemas operacionais levaram a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) a suspender a perfuração do poço Libra, na região do pré-sal da Bacia de Santos. A agência já iniciou um poço substituto, a 375 metros da locação original, mas o imprevisto deve atrasar em pelo menos um mês a conclusão do serviço, de acordo com técnicos do setor. Libra faz parte de um esforço para identificar reservas para a cessão onerosa da Petrobras.

Em nota, a ANP disse que "dificuldades operacionais" a levaram a iniciar a segunda perfuração, que terá o mesmo objetivo final da primeira, a 6,9 mil metros de profundidade. Segundo técnicos do setor, a razão mais provável para a suspensão das atividades é o bloqueio do poço por camadas de rocha ou algum objeto caído da plataforma. A situação é conhecida pelo jargão técnico "perder o poço".

O poço Libra está sendo perfurado a 32 quilômetros de Franco, primeira descoberta da ANP no esforço de identificar jazidas do pré-sal, com reservas estimadas em 4,5 bilhões de barris de petróleo. Em sua última entrevista sobre o tema, a diretora da agência responsável pela área, Magda Chambriard, disse que Libra poderia ter o mesmo volume de petróleo encontrado no primeiro poço. A agência esperava concluir a perfuração entre agosto e setembro.

Agora, a ANP diz que prevê terminar o trabalho em novembro, incluindo a avaliação do poço, que indica dados como a qualidade do petróleo e a vazão estimada. Os trabalhos estão sendo feitos com assessoria da Petrobras, na sonda de perfuração Ocean Clipper, contratada da estatal. A perfuração foi iniciada em maio e, segundo fontes do setor, a perda de poços é comum em operações complexas como as do pré-sal brasileiro. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.