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ANP investirá R$ 1 bi em novas perfurações no Brasil

Rio de Janeiro, 17 nov (EFE).- A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) anunciou hoje um investimento de R$ 1 bilhão nos próximos cinco anos em perfurações para conhecer as áreas com potencial de exploração do combustível no Brasil.

EFE |

Estas serão as primeiras perfurações de poços realizadas pela ANP e tem como objetivo melhorar os conhecimentos da agência reguladora sobre jazidas petrolíferas em áreas terrestres do país.

O anúncio das perfurações foi feito pela diretora da ANP, Magda Chambriard, em seu discurso no 12º Congresso Brasileiro de Energia, iniciado hoje no Rio de Janeiro.

A ANP, responsável pelos leilões anuais que oferecem concessões de blocos em áreas com potencial exploratório para as empresas petrolíferas, até agora não tinha feito perfurações, pois sua função era apenas reguladora.

No entanto, a agência quer melhorar suas informações sobre possíveis áreas para a exploração de hidrocarbonetos a fim de incluí-las nos próximos leilões e aumentar o interesse das petrolíferas em áreas terrestres no país.

Como o Brasil extrai mais de 80% de seu petróleo de jazidas marinhas e descobriu recentemente um novo horizonte de exploração debaixo do oceano Atlântico que pode aumentar significativamente suas reservas, as petrolíferas têm maior interesse nessas áreas do que nas terrestres.

A ANP esclareceu que seus poços servirão para conhecer a distribuição das camadas de rochas no subsolo e para estudar a capacidade de geração e de armazenamento de determinadas jazidas.

Segundo Chambriard, com a iniciativa a ANP poderá "resolver dúvidas sobre o sistema petrolífero em diversas jazidas, entre elas, a da região do Parnaíba".

Ela explicou que os dois primeiros poços serão perfurados em locais próximos à bacia do Paranaíba, no Piauí, e em São Luiz, no Maranhão.

Outras perfurações acontecerão nas jazidas terrestres do Paraná, Parecis, no Mato Grosso, e em Jacuíbe, na Bahia.

Os estudos geológicos nas jazidas terrestres foram anunciados quando a Petrobras e as principais companhias transnacionais que operam no país concentram sua atenção em um novo horizonte petrolífero descoberto na bacia marinha de Santos, a cerca de 7 mil metros de profundidade, na camada do pré-sal.

O Governo brasileiro considera que o pré-sal se estende por uma ampla região no oceano Atlântico frente ao litoral dos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Espírito Santo, e que suas reservas podem transformar o país em um importante produtor e exportador mundial de petróleo.

Segundo as últimas previsões da ANP, os campos no pré-sal que já foram distribuídos em concessão podem ter entre 50 e 80 bilhões de barris de petróleo, o que aumentaria significativamente as atuais reservas do país, hoje em 13,5 bilhões de barris. EFE cm/ab/rr

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