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Ano será ruim para o Brasil

O Brasil terá em 2009 o pior resultado em sua balança comercial dos últimos sete anos. A avaliação é do Instituto de Finanças Internacionais.

Agência Estado |

Neste ano, haverá uma reversão na tendência de acúmulo de superávit na balança comercial brasileira. Dados obtidos pelo Estado apontam que, em 10 anos, as importações para o Brasil se multiplicaram por dez. Passaram de US$ 18 bilhões em 1989 para uma estimativa de mais de US$ bilhões este ano. Em apenas um ano, o Brasil vai importar US$ 30 bilhões a mais.

Os dados apontam para uma queda real do superávit comercial do País em 2009, passando para US$ 17,6 bilhões, o menor desde 2002. Em apenas três anos, o superávit foi reduzido para um terço do que era em 2006. Os dados do poderoso instituto, que reúne os maiores bancos do mundo, mostram que as exportações brasileiras vão continuar crescendo. Mas num ritmo bem mais lento. A taxa de expansão cairá de 23% para apenas 8% este ano. Já as importações continuarão a subir em 12% neste ano de crise mundial.

Pelo menos dois fatores estão envolvidos nesse cenário. De um lado, o Brasil terá dificuldade cada vez maior de exportar, já que as maiores economias estão em recessão e indicadores da Organização pra Cooperação e Desenvolvimento Econômico apontam que Estados Unidos, Europa e Japão estão importando menos. Outro impacto será a dos preços das commodities, que sofreram uma queda nos últimos meses.


Em Davos, na sede da Organização Mundial do Comércio em Genebra ou em qualquer sede de governo, o tema comercial ganha relevância diante da crise. Numa conversa neste fim de semana, o chanceler Celso Amorim deixou claro à comissária de Comércio da UE, Catherine Ashton, que será difícil resistir à pressão da indústria do Mercosul por proteção se europeus e outros governos também não tomarem medidas para evitar novas barreiras.

Amorim, depois da polêmica causada pela tentativa do governo de dificultar as importações, vendeu a Ashton a decisão do Brasil de evitar barreiras como um sinal de que o Itamaraty fará parte do grupo que pressionará contra medidas protecionistas. A comissária respondeu que seu governo também vem sofrendo duras pressões internas para sair em defesa da indústria nacional. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

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