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Angra 3 tem 60 exigências do Ibama

Para poder construir e pôr para funcionar a usina nuclear Angra 3, no Rio de Janeiro, a estatal Eletronuclear terá de cumprir 60 exigências feitas pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama) na licença ambiental prévia do projeto, assinada ontem pelo presidente do órgão, Roberto Messias. Uma das principais determinações é a apresentação de uma solução mais eficiente para o lixo nuclear que será produzido pela usina.

Agência Estado |

A questão é polêmica, já que ainda não há no mundo tecnologias para a reutilização desse material.

Em entrevista coletiva, o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, explicou que um novo modelo para o manejo do lixo radioativo tem de ser apresentado até o final da obra. "Essa é uma condição para se expedir a licença de operação", explicou, referindo-se à terceira e última etapa do processo de licenciamento ambiental, que autoriza o empreendimento a entrar em funcionamento.

Minc reconheceu não existir atualmente uma tecnologia de excelência para tratamento do lixo atômico, mas salientou ser "precário" o que é feito no Brasil, hoje, nas usinas de Angra 1 e Angra 2. Os resíduos são colocados em piscinas próximas do litoral. "Todos sabem que os mares tendem a subir."

Segundo ele, existem na Europa "soluções intermediárias mais interessantes", como guardar os rejeitos dentro de minas de sal. "Temos de procurar locais seguros e lacrados." Minc iniciou a entrevista deixando claro que, pessoalmente, é contra a construção de Angra 3. Mas salientou que esta é uma decisão de governo.

A licença prévia concedida ontem ratifica a viabilidade ambiental da usina. A próxima etapa é a obtenção da licença de instalação, que permite o início das obras.

Setembro

O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, acredita que a licença de instalação sairá até o final de agosto, de modo a permitir que as obras comecem em 1º de setembro. Após ser questionado sobre a viabilidade desse prazo, Minc respondeu que "teoricamente, não há óbices para isso", acrescentando que "depende mais da competência do proponente (Eletronuclear) para apresentar os documentos."

A licença prévia também determina que a Eletronuclear terá de investir até R$ 50 milhões em obras de saneamento nos municípios de Angra dos Reis e Paraty. Além disso, a empresa terá de assumir os custos de operação do Parque Nacional da Serra da Bocaina. O Ibama também quer que equipes independentes - de universidades, por exemplo - façam a medição da radiação.

Manifestantes da ONG Greenpeace realizaram, no início da noite de ontem, protesto em frente ao Ministério do Meio Ambiente. Portavam uma faixa com a montagem de foto do presidente do Ibama, Roberto Messias, com a frase "O Messias chegou e traz más notícias."

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