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Anglo Ferrous anuncia atraso no projeto Minas-Rio

RIO - A Anglo Ferrous Brazil, que engloba as operações de mineração vendidas pela MMX à Anglo American, anunciou que a capacidade plena nas operações da companhia no Amapá só será atingida no final de 2009, enquanto o início das operações no projeto Minas-Rio acontecerá em 2011 e não mais em 2010, devido a atrasos na concessão da licença ambiental para a mina em Conceição do Mato Dentro. A empresa informou ainda que o edital para a Oferta Pública de Ações (OPA) para fechamento de capital da companhia será divulgado amanhã. A OPA foi aprovada pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) na sexta-feira e envolve obrigações relativas à compra dos dois ativos, que pertenciam à MMX, do empresário Eike Batista.

Valor Online |

Em fato relevante enviado hoje à CVM, a Anglo detalhou a situação dos projetos desenvolvidos pelas suas subsidiárias, a Anglo Ferrous Minas-Rio e a MMX Amapá, com o objetivo de "dar transparência e, portanto, permitir que os acionistas tomem uma decisão fundamentada em relação à Oferta Pública".

Sobre as operações no Amapá, a Anglo afirmou que estuda, com sua parceira Cliff Natural Resources Inc., "todos os aspectos do projeto" e está "tomando atitudes pró-ativas para assegurar que o ritmo da produção seja acelerado o quanto antes".

Em relação ao projeto Minas-Rio, além de revelar que a licença ambiental não será obtida conforme o cronograma inicial, a Anglo Ferrous frisou ter contratado um empréstimo de R$ 2,3 bilhões com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para compra de equipamentos da mina e do mineroduto.

Em meio aos atuais problemas enfrentados por empresas com operações de derivativos, a Anglo Ferrous anunciou que as subsidiárias da companhia utilizam instrumentos financeiros em derivativos "exclusivamente para proteção contra variação cambial em seus investimentos de capital".

"A atual posição negativa devida à marcação a mercado, resultado das recentes flutuações das taxas de câmbio no Brasil, expõem o fluxo de caixa das empresas no curto e médio prazos. Os contratos de derivativos ainda estão em aberto e os resultados negativos serão parcialmente compensados por efetivos ganhos no passado e pelo menor montante em dólar requerido para financiar tais investimentos", diz o fato relevante divulgado pela empresa.

(Rafael Rosas | Valor Online)

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