Depois de muito suspense, a Anglo American pagou ontem à mineradora MMX, do empresário Eike Batista, os R$ 5,4 bilhões referentes à compra do controle da IronX, empresa que administra os projetos de minério de ferro Minas-Rio e o Sistema Amapá. O negócio foi ameaçado após a Operação Toque de Minas, da Polícia Federal, que investiga denúncias de irregularidades em licitações vencidas pelo grupo de Eike no Amapá.

Para salvar o acordo, Eike ofereceu uma indenização do próprio bolso para cobrir qualquer prejuízo eventual que a Anglo tenha, em razão da investigação da Polícia Federal. Em janeiro deste ano, a Anglo American anunciou um acordo para a aquisição de 51% da MMX Minas-Rio -já controlava os 49% restantes - e de 70% da MMX Amapá por US$ 5,5 bilhões.

Desse total, o equivalente a R$ 5,4 bilhões vai para os cofres da MMX. O restante será usado para financiar uma oferta pública para a aquisição das ações ordinárias dos acionistas remanescentes da companhia na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa). O negócio seria fechado no mês passado, mas acabou adiado por conta da Operação Toque de Midas.

No final de julho, a empresa de Eike Batista comunicou que acertou com a Anglo o pagamento de uma indenização para que o negócio fosse concluído no dia 5 de agosto. O valor da indenização, porém, ainda não foi revelado. Segundo fontes, a quantia vai depender do resultado da investigação e dos desdobramentos na Justiça.

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