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Anglo American publica termos da OPA por ações da antiga IronX

SÃO PAULO - A Anglo American Participações em Mineração Ltda., controlada pela mineradora Anglo American, publicou hoje o edital relativo à oferta pública de aquisição de ações (OPA) dos minoritários da Anglo Ferrous Brazil, antiga IronX, que engloba as operações de mineração vendidas pela MMX, do empresário Eike Batista.

Valor Online |

A operação, que será intermediada pelo UBS Pactual, se tornou obrigatória por conta da venda do controle da empresa, mas tem o objetivo também de cancelar o registro de companhia e retirar as ações do Novo Mercado da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa).

O preço de oferta será de R$ 28,147 por ação, mesmo valor pago aos controladores da empresa, conforme exigem as regras do Novo Mercado. O preço será pago à vista e corrigido pelo Selic entre 6 de agosto e a data do leilão, marcado para o dia 2 de dezembro. Na oferta pela parcela dos controladores, a Anglo American pagou R$ 5,4 bilhões por 63,3% das ações.

Na OPA de agora, a empresa pretende comprar o total de 112.175.024 ações ordinárias de emissão da Anglo Ferrous Brazil em poder dos minoritários, que correspondem a 36,7% de seu capital social. O cancelamento do registro da companhia está sujeito à aceitação da oferta por parte de acionistas que representem dois terços das ações em circulação.

Caso se atinja esse índice mínimo de aceitação, a empresa deverá se dispor a comprar as ações remanescentes na mesma condição, com correção da Selic, por um prazo de três meses.

Ontem, ao anunciar que a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) havia aprovado os termos da OPA, a Anglo Ferrous Brazil divulgou um comunicado alertando os acionistas de que a capacidade plena nas operações da companhia no Amapá só será atingida no final de 2009, enquanto o início das operações no projeto Minas-Rio acontecerá em 2011 e não mais em 2010, devido a atrasos na concessão da licença ambiental para a mina em Conceição do Mato Dentro.

Sobre as operações no Amapá, a Anglo afirmou que estuda, com sua parceira Cliff Natural Resources Inc., "todos os aspectos do projeto" e está "tomando atitudes pró-ativas para assegurar que o ritmo da produção seja acelerado o quanto antes".

Em relação ao projeto Minas-Rio, além de revelar que a licença ambiental não será obtida conforme o cronograma inicial, a Anglo Ferrous frisou ter contratado um empréstimo de R$ 2,3 bilhões com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para compra de equipamentos da mina e do mineroduto.

Em meio aos atuais problemas enfrentados por empresas com operações de derivativos, a Anglo Ferrous anunciou que as subsidiárias da companhia utilizam instrumentos financeiros em derivativos "exclusivamente para proteção contra variação cambial em seus investimentos de capital".

"A atual posição negativa devida à marcação a mercado, resultado das recentes flutuações das taxas de câmbio no Brasil, expõem o fluxo de caixa das empresas no curto e médio prazos. Os contratos de derivativos ainda estão em aberto e os resultados negativos serão parcialmente compensados por efetivos ganhos no passado e pelo menor montante em dólar requerido para financiar tais investimentos", diz o fato relevante divulgado pela empresa.

No documento, a empresa diz que prestou essas informações para "dar transparência e, portanto, permitir que os acionistas tomem uma decisão fundamentada em relação à Oferta Pública".

(Valor Online)

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