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Berlim - A chanceler da Alemanha, Angela Merkel, e o ministro de Assuntos Exteriores do país, Frank-Walter Steinmeier, divergem sobre a conveniência da inclusão do Brasil e de mais sete nações no G8 (os sete países mais industrializados e a Rússia).

Segundo a revista "Der Spiegel", Merkel é contra a proposta de Steinmeier de ampliar o seleto clube para um G16, que "estaria em melhores condições de solucionar as tarefas globais do futuro".

Ainda de acordo com a publicação, a proposta que está sendo elaborada pelo Ministério de Assuntos Exteriores alemão contempla a inclusão no grupo de cinco países emergentes e de três nações islâmicas.

O G8, formado por Estados Unidos, Canadá, Reino Unido, Alemanha, França, Itália, Japão e Rússia, também seria integrado por Brasil, China, Índia, África do Sul, México, Turquia, Egito e Indonésia.

No documento, ainda em estado embrionário, destaca-se que a seleção, além do "equilíbrio geográfico", deveria levar em conta o "número da população, o poder econômico e a capacidade de gestão política de um país".

"O G8 deve decidir o mais rápido possível sobre sua futura estrutura, novos membros e procedimentos melhorados", afirmam os diplomatas alemães em sua proposta.

De acordo com as informações citadas pela "Der Spiegel", o Ministério dos Assuntos Exteriores alemão quer apresentar suas propostas quando a Itália assumir a Presidência rotativa do G8.

O problema desta iniciativa é que ela não conta com apoio de Merkel, que mantém sua postura, defendida na Presidência rotativa da Alemanha, em 2007, de que o G8 não deve ser ampliado, salvo para "temas ou situações específicos".

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