SÃO PAULO - O presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Jackson Schneider, disse nesta quinta-feira estar otimista com o desfecho das negociações salariais entre montadoras e metalúrgicos, que realizaram nesta semana paralisações em São Paulo e no Paraná.

Pouco disposto a se estender no assunto, Schneider afirmou que as montadoras adotam nas negociações a mesma lógica aplicada aos investimentos: o cenário de longo prazo.

Mesmo assim, disse acreditar que as conversas levarão a um ponto comum entre as expectativas dos metalúrgicos e as condições de competitividade das fabricantes de veículos.

Com o intuito de forçar as empresas a rever suas propostas de reajuste salarial, cerca de 14 mil metalúrgicos fizeram ontem uma paralisação de 24 horas em cinco fábricas paulistas. No Paraná, cerca de 9 mil seguem de braços cruzados desde a última segunda-feira em três empresas.

As paralisações em São Paulo ocorrem em protesto contra o reajuste real de 1,25% proposto pelo sindicato que representa as montadoras. Para os metalúrgicos paranaenses, foi oferecido 2,5%.

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