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Anfavea quer limitar corte de tarifas para carros importados

A Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) quer limitar os cortes de tarifas para veículos na Rodada Doha. A proposta do Brasil é de que a alíquota de importação de carros, caminhões e ônibus caia dos atuais 35% para cerca de 24%, num período de transição de 10 anos.

Agência Estado |

Washington, Bruxelas e Tóquio, de olho no mercado brasileiro, querem cortes maiores.

Europeus e americanos alertam que o corte ainda não é suficiente. "Precisamos de contribuições reais da parte dos países emergentes, principalmente no setor industrial. O setor de veículos é um de nossos maiores focos", disse a secretária de Indústria, Anne Marie Idrac.

"Não podemos ser moeda de troca para uma negociação que implica concessões agrícolas que não sabemos exatamente que tamanho vai ter", afirmou no Brasil o presidente da Anfavea, Jackson Schneider. "Seria expor o setor a uma competição que vai ameaçar nossa possibilidade de existência."

Schneider lembrou que a indústria automobilística responde por 22% do Produto Interno Bruto (PIB) industrial brasileiro e tem programado para os próximos anos cerca de US$ 20 bilhões em investimentos no País, junto com as fabricantes de autopeças - decisão que poderia ser ameaçada.

Enquanto o Itamaraty negociava uma saída para o impasse, representantes do setor privado brasileiro tentavam garantir que suas indústrias continuassem protegidas. A Anfavea e a Associação Brasileira de Celulose e Papel se reuniram ontem com diplomatas de vários países e com o setor privado para expor suas posições.

No setor do papel, a entidade pede a inclusão de 11 produtos como sensíveis, que não teriam cortes profundos. A presidente da entidade, Elizabeth Carvalhaes, hoje se reúne com americanos e canadenses para apresentar suas preocupações.

Já a Fiesp ensaia uma aliança com as entidades que representam a indústria na Índia e África do Sul. Os grupos poderiam anunciar uma declaração hoje dizendo que não têm condições de aceitar uma proposta dos países ricos que corte tarifas de forma profunda em setores como automotivos, têxteis, máquinas e eletrônicos.

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