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Anfavea: indústria automotiva tenta evitar demissões

O presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Jackson Schneider, disse hoje que a indústria automotiva tem evitado ao máximo fazer demissões e, para isso, utiliza instrumentos como a flexibilização da jornada de trabalho. Como exemplo, ele citou as férias coletivas, instrumento já negociado com o sindicato dos metalúrgicos.

Agência Estado |

Os números do setor apresentados hoje pela Anfavea mostram um pequeno recuo no número de empregados na indústria automotiva, de 0,4% em novembro ante outubro. No mês passado, o quadro era formado por 131.237 funcionários (131.717 em outubro). Entretanto, na comparação anual, houve um aumento de 9,6% no número de funcionários. Em novembro de 2007, o total de trabalhadores empregados somava 119.783.

Segundo Schneider, a expectativa da indústria é de que não haja aumento no número de demissões em dezembro. A indústria vai acompanhar o desempenho do setor em dezembro e janeiro. "A reativação das vendas é o que garantirá o emprego na indústria. Portanto, é importante o comportamento positivo da economia", afirmou, durante entrevista à imprensa, em São Paulo. Ele lembrou que a indústria já passou por crises mais graves e conseguiu se recuperar.

Perspectivas

Apesar de não falar ainda em previsões para 2009, o presidente da Anfavea afirmou que as perspectivas são boas. "Se as vendas se mantiverem em patamar igual ao de 2008 já será muito bom", disse. O executivo lembrou que manter um ritmo de crescimento da ordem de 25% ano era ruim para a cadeia, que vinha tendo dificuldades para acompanhar a expansão.

"A indústria já vinha buscando um crescimento mais cadenciado", lembra. O executivo admite, no entanto, que a queda de novembro surpreendeu. "A velocidade de queda registrada nos últimos dois meses foi surpreendente", disse. O executivo afirmou que, por enquanto, os investimentos da indústria estão mantidos. Schneider lembrou que a programação visa o longo prazo. Ele lembra que quem anunciou nova fábrica em meados desse ano, por exemplo, só terá resultados em 2010. "Por ora todos os investimentos estão confirmados, mas é claro que a indústria vai acompanhar como ficará o mercado", disse.

Melhor ano

O presidente da Anfavea afirmou que apesar do forte recuo das vendas em outubro e novembro, 2008 ainda será o melhor ano da história para o setor. A previsão da entidade é de que as vendas de veículos novos (automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus) somem 2,815 milhões de unidades, com alta de 14,3% sobre 2007.

Segundo o executivo, a queda das vendas em novembro reflete fatores como a redução da oferta de crédito no mercado, o aumento dos juros e a maior cautela do consumidor, que segue adiando sua decisão de compra do carro zero quilômetro. Schneider citou ainda a falta de crédito para o segmento de carros usados, que também atrapalha a venda de carros novos. "Dificilmente o consumidor vai comprar um carro novo se não conseguir vender o seu usado", afirma.

Conforme o presidente da Anfavea, com a restrição de crédito, a participação das vendas financiadas no total comercializado pelo setor em novembro caiu para 54%, ante faixa história entre 65% e 70% mantida antes do agravamento da crise. Os veículos de entrada, como são chamados os carros de menor cilindrada, foram os mais afetados pela situação de falta de crédito. Segundo a Anfavea, o segmento respondeu por 46% das vendas totais, ante média de 51% mantida em meses anteriores. Com a retração registrada no mês, o setor encerrou novembro com 305.660 veículos nos estoques, o que equivale a 56 dias de vendas. Em outubro o volume era de 297.571 unidades ou 38 dias de vendas.

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