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As fabricantes de automóveis esperam repetir neste mês as vendas registradas em abril, de 277 mil veículos, ou até ficar um pouco abaixo desse volume, que já foi 21,5% menor que o de março, o último mês de redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para os automóveis. A mesma previsão vale para a produção, que somou 290 mil unidades em abril, com uma queda de 14,6% em relação ao mês anterior.

As fabricantes de automóveis esperam repetir neste mês as vendas registradas em abril, de 277 mil veículos, ou até ficar um pouco abaixo desse volume, que já foi 21,5% menor que o de março, o último mês de redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para os automóveis. A mesma previsão vale para a produção, que somou 290 mil unidades em abril, com uma queda de 14,6% em relação ao mês anterior. Os estoques de veículos faturados ainda com o IPI reduzido, que deu margem às empresas para diversas promoções em abril já estão no fim, informa o presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Cledorvino Belini. Ainda assim, montadoras e concessionárias têm atualmente mais de 128 mil veículos em seus pátios, estoque equivalente a 27 dias de vendas, situação que pode travar a produção neste mês. Quadrimestre. Segundo Belini, se for considerado o número de dias úteis em abril - três a menos que março -, o mês não foi tão ruim. No quadrimestre, a produção acumula alta de 22,6% em relação a 2009, com 1,126 milhão de unidades. As vendas superam o resultado de igual período do ano passado em 18,1%, com 1,065 milhão de unidades. Até as exportações cresceram 78,3% no período de janeiro a abril - apesar da queda de 32% em abril sobre março. Até agora, foram exportados 217,7 mil veículos, incluindo os CKDs (desmontados). Belini ressalta que a base de comparação não é coerente. "No início do ano passado o mundo estava parado por causa da crise e vários mercados desapareceram." Agora, há uma retomada, principalmente de mercados tradicionais do Brasil, como Argentina e México, mas Belini afirma que os números ficarão abaixo de 2008. Em valores, foram exportados naquele ano no primeiro quadrimestre US$ 4,4 bilhões, montante que despencou para US$ 2,2 bilhões no mesmo período de 2009 e que está em US$ 3,5 bilhões neste ano. O executivo está preocupado com os reflexos que podem ter no mercado o aumento do preço do aço e o fim do desconto de 40% na alíquota de importação de autopeças. Ele não descarta reajustes de preços dos carros nos próximos meses.

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