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Anfavea comemora R$ 1 bilhão do BB e já fala em crescimento em 2009

SÃO PAULO - A indústria automobilística recebeu bem a liberação de R$ 1 bilhão do governo, por meio do Banco do Brasil, para irrigar o mercado de financiamentos automotivos. Para Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) isso pode, inclusive, ser o primeiro passo para garantir uma expansão nas vendas no ano que vem, apesar da crise.

Valor Online |

Esses recursos fazem parte de um pacote de R$ 4 bilhões negociado pela indústria com o governo e que, para o presidente da associação, deve ajudar a restaurar o fluxo de crédito no sistema.

"Tenho expectativa de que o fluxo de crédito já comece a se normalizar agora, com esse anúncio e com os que esperamos para breve", afirma ele, que disse que, na semana que vem, a Nossa Caixa deve também anunciar a liberação de verba para o financiamento de veículos.

Schneider afirma que a retração no crédito observada em outubro foi causada, principalmente, pela escassez de dinheiro no sistema interbancário. Com o enxugamento desses recursos, bancos de montadora, explica, ficaram sem ter de onde captar dinheiro para financiar clientes.

Segundo ele, houve casos de consumidores que compareceram a concessionárias e não conseguiram adquirir veículos por falta de recursos nos bancos de montadoras para financiar a operação.

"A lógica é que, nesse primeiro momento, com os créditos do BB e da Nossa Caixa, o sistema se regularize com a melhora de fluxo (de recursos)", afirmou.

O presidente da Anfavea afirmou que a falta de crédito disponível para os consumidores certamente teve influência na queda verificada nas vendas de veículos entre setembro e outubro, a primeira em período semelhante desde 1999.

Ainda assim, Schneider aponta que o resultado também foi afetado pela preocupação dos consumidores em relação ao mercado, que os fizeram adiar eventuais compras.

A liberação dos créditos pelo governo, porém, deve atenuar esse problema, afirmou o executivo. "Acreditamos que esses anúncios vão levar a um retorno positivo do consumo, e isso faz com que afastemos esse movimento de queda", disse.

Schneider é otimista a ponto de projetar que 2009 pode ter inclusive uma expansão nas vendas de carros em relação a este ano. Segundo ele, a irrigação maior do sistema interbancário, que resolverá a retenção de crédito para financiamentos automotivos, e as indicações de que a contaminação da crise no Brasil é mais limitada do que se imaginava, podem significar um crescimento no ano que vem. "Certamente essa expansão não se dará nos níveis projetados para 2008, de 24%, mas há o potencial para um crescimento", afirmou.

(José Sergio Osse | Valor Online)

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