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Aneel: inflação e térmicas levam a reajuste de tarifas

SÃO PAULO - A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou nesta terça-feira o reajuste anual das contas de energia elétrica da distribuidora Eletropaulo Metropolitana Eletricidade de São Paulo S/A. O aumento será de 8,63% para os consumidores residenciais e, em média, de 7,12% para empresas e indústrias. As novas tarifas entrarão em vigor nesta sexta-feira.

Redação com Agência Estado |

A escalada da inflação e os gastos adicionais com o acionamento de usinas termoelétricas desde o início do ano para poupar água dos reservatórios das hidrelétricas foram os principais fatores que influenciaram a aprovação do reajuste nas tarifas de energia da Eletropaulo, que em média será de 8,12%. A avaliação foi feita hoje pelo especialista da Aneel Wellington Carlos, em entrevista após o anúncio do reajuste.

Segundo Carlos, o acionamento das térmicas teve um custo adicional, no caso da Eletropaulo, de R$ 102,9 milhões. O especialista disse que esse montante é uma previsão feita pela Aneel para computar o uso das térmicas de janeiro até novembro deste ano. Para se ter uma idéia do efeito, o das térmicas representou 1,24 ponto porcentual dos 8,12% de reajuste. "Se não tivesse sido necessário ligar as térmicas, o reajuste médio da Eletropaulo teria sido de 6,9%, em vez dos 8,12%", explicou o diretor-geral da Aneel, Jerson Kelmann, durante reunião da diretoria da agência que aprovou o aumento.

Outra causa do aumento das tarifas foi o próprio acúmulo de inflação nos mais recentes 12 meses. No caso das tarifas de energia elétrica, o índice utilizado para o cálculo das tarifas é o Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M), que ficou em 13,44% no período de julho de 2007 a junho de 2008. Esse porcentual é três vezes superior ao IGP-M dos 12 meses anteriores a julho de 2007.

"O IGP-M tem impacto, mas não é o único fator que influencia, tanto que o índice médio do reajuste ficou abaixo do IGP-M acumulado", disse Wellington Carlos. O IGP-M representou 2,65 pontos porcentuais do reajuste total. Carlos, entretanto, garantiu que, apesar da preocupação do governo com o crescimento da inflação, a Aneel não sofreu nenhuma pressão no processo de cálculo do reajuste. "Não houve pressão do governo nem consultas ou sondagens."

A Eletropaulo atende 5,7 milhões de unidades consumidoras em 24 municípios da região metropolitana de São Paulo, incluindo a capital.

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