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O diretor-geral da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), Nelson Hubner, disse hoje que espera uma competição forte no leilão da usina hidrelétrica de Belo Monte, no Rio Xingu, no Pará, marcado para a próxima terça-feira, dia 20. "O objetivo da gente é ter uma concorrência maior possível", afirmou Hubner, apostando em deságio do preço-teto da energia da hidrelétrica, fixado em R$ 83,00 por megawatt-hora (MWh).

O diretor-geral da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), Nelson Hubner, disse hoje que espera uma competição forte no leilão da usina hidrelétrica de Belo Monte, no Rio Xingu, no Pará, marcado para a próxima terça-feira, dia 20. "O objetivo da gente é ter uma concorrência maior possível", afirmou Hubner, apostando em deságio do preço-teto da energia da hidrelétrica, fixado em R$ 83,00 por megawatt-hora (MWh).

Segundo Hubner, a participação no leilão de dois consórcios, confirmada no início da noite pela Aneel, é uma resposta muito satisfatória. De acordo com ele, um empreendimento do porte de Belo Monte nunca vai ter um número imenso de concorrentes. "Não é uma pequena central. É uma usina de 11 mil megawatts." O projeto da hidrelétrica é estimado em R$ 19,6 bilhões.

Ele reconheceu que houve algumas dificuldades para a formatação dos consórcios, mas lembrou que a entrada de autoprodutores na disputa deu uma vantagem competitiva. Hubner comentou as críticas de que o empreendimento oferecia muitos riscos econômicos para os investidores. "Existe sempre um jogo de pressão. Mas esta foi uma boa resposta. A gente tem um modelo forte, mas o que nos preocupa é a pressão contra usinas hidrelétricas neste País. Cada leilão desse é uma dificuldade louca", afirmou Hubner.

Segundo ele, a retomada de leilões de hidrelétricas, como as do Rio Madeira (Santo Antônio e Jirau), em Rondônia, e agora a de Belo Monte, garante ao Brasil a manutenção de uma matriz energética limpa. "Se a gente não consegue licitar esses empreendimentos, o que vai acontecer é que vamos nos juntar a uma realidade que existe no mundo, em que há um peso muito forte das fontes térmicas, que são extremamente poluentes", afirmou.

Ele ponderou que o leilão de Belo Monte está partindo de patamares "mais baixos" de preço da energia do que foram as usinas do Rio Madeira. Ele citou especificamente a usina de Santo Antônio, que começou a ser vendida por R$ 120 por MWh. "Nesse leilão, já estamos partindo de valores de chegada de Santo Antônio e Jirau", disse Hubner, mantendo, porém, a confiança de que é possível no leilão de Belo Monte reduzir ainda mais o preço da energia.

O anúncio dos consórcios inscritos hoje só foi possível porque o Tribunal Regional Federal (TRF) da 1ª Região, em Brasília, cassou a liminar que suspendia todo o processo de leilão de Belo Monte. Hubner disse esperar que nenhuma outra liminar seja expedida. "Esse é um projeto que estamos discutindo há 20 anos com a sociedade, com todo o mundo. Ele foi praticamente todo refeito para atender a todos os condicionantes. As questões ambientais e sociais foram profundamente tratadas nos estudos", disse, referindo-se principalmente a medidas que foram tomadas para não prejudicar a população indígena da região do Rio Xingu, onde a usina será construída, no Pará.

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