SÃO PAULO - A análise do recurso movido pelo consórcio Jirau Energia, liderado pela Odebrecht, contra o resultado do leilão da usina hidrelétrica de Jirau, no rio Madeira, foi retirada da pauta da reunião do colegiado da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), que ocorre hoje. Segundo a assessoria da agência, os membros da diretoria pediram mais tempo para apreciação dos documentos referentes ao caso.

A questão tem chances de ser discutida na próxima reunião ordinária do colegiado da Aneel, marcada para a próxima terça-feira (22). Porém, ainda não há certeza de que isso ocorra. De acordo com a assessoria, a pauta desse encontro deve ser definida até a próxima sexta-feira (18).

Um dos pontos questionados pelo consórcio liderado pela Odebrecht diz respeito à proposta de mudança do local de construção da usina. A idéia do consórcio vencedor, controlado pela Suez, é instalar a barragem na cachoeira Caldeirão do Inferno, que fica a nove quilômetros da cachoeira de Jirau.

Com a troca de local, o custo da obra poderia cair em até R$ 1 bilhão, economia que já estava contabilizada pelo consórcio Energia Sustentável quando deu o lance vencedor, de R$ 71,40 por MWh, um deságio de 21,5% sobre o preço teto estabelecido, de R$ 91 por MWh.

O consórcio Jirau Energia argumenta que a troca de local fere as coordenadas geográficas determinadas no edital de licitação.

(Murillo Camarotto | Valor Online)

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