Camargo Corrêa e Odebrecht também foram contratadas para as obras civis da hidrelétrica; valor do contrato é de R$ 14,5 bilhões

A construtora Andrade Gutierrez vai a liderar o grupo de 11 empresas que irá construir a hidrelétrica de Belo Monte, no Rio Xingu, no Estados do Pará (PA).

As construtoras Camargo Corrêa e a Odebrecht, também foram contratadas para as obras civis da usina. O valor do contrato é de R$ 14,5 bilhões.

As três grandes construtoras do País terão uma participação de 50% no consórcio que será o responsável pela construção da usina. As construtoras Queiroz Galvão, Galvão Engenharia, Cetenco, Serveng, J. Malucelli, OAS, Mendes Júnior e Contern terão os outros 50% e também são sócias da usina.

A Andrade Gutierrez disputou o leilão da usina Belo Monte com 12,75% de participação do consórcio Belo Monte Energia, que tinha ainda a Vale, a Neoenergia, a Companhia Brasileira de Alumínio (CBA), além das estatais Furnas e Eletrosul.

O consórcio, foi derrotado pelo grupo concorrente Norte Energia, encabeçado pela estatal Companhia Hidrelétrica do São Francisco (Chesf). Na ocasião, o consórcio Belo Monte Energia alegou que o preço vencedor, de R$ 77,97 por megawatt-hora (MWh), era baixo.

A negociação com as companhias que fornecerão as turbinas para a geração de energia da Usina de Belo Monte já foi concluída. O complexo terá 18 turbinas no total, sendo que 14 delas devem ser fornecidas pelo grupo de empresas européias Alstom, Voith Siemens e Andritz. Essas companhias possuem unidades de produção de equipamentos instaladas no Brasil. As outras quatro turbinas devem ser produzidas pela companhia argentina Impsa, que também possui fábrica no País, no Estado de Pernambuco.

(Com agências)

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