Publicidade
Publicidade - Super banner
enhanced by Google
 

Anbima considera natural alta na taxa de administração de multimercado

SÃO PAULO - Enquanto as taxas de administração de fundos de renda fixa e de referenciados DI registram queda desde 2005, as taxas cobradas de fundos multimercados e de ações têm aumentado, revelou um estudo da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima). A pesquisa, realizada com 718 fundos distribuídos ao público de varejo, revelou que a média das taxas de administração dos fundos de renda fixa caiu de 1,31% para 1,15%, de 2005 para 2010. Já a taxa cobrada de fundos referenciados DI passou de 1,73% para 1,46%, no período.

Valor Online |

SÃO PAULO - Enquanto as taxas de administração de fundos de renda fixa e de referenciados DI registram queda desde 2005, as taxas cobradas de fundos multimercados e de ações têm aumentado, revelou um estudo da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima). A pesquisa, realizada com 718 fundos distribuídos ao público de varejo, revelou que a média das taxas de administração dos fundos de renda fixa caiu de 1,31% para 1,15%, de 2005 para 2010. Já a taxa cobrada de fundos referenciados DI passou de 1,73% para 1,46%, no período. Na contramão, a taxa de administração média dos fundos multimercados passou de 1,79% para 1,91%, ao passo que a de fundos de ações aumentou de 2,06% para 2,23%. "A elevação das taxas de administração de fundos multimercados e de ações, nos últimos anos, é extremamente natural e compreensível, por conta da quantidade de instrumentos que foi introduzida na gestão desses fundos", disse o vice-presidente da entidade, Demosthenes Pinto Neto ."Hoje esses fundos operam no mercado de opções, derivativos, crédito privado", acrescentou. Segundo a Anbima, o crédito privado no Brasil cresce cada vez mais, com novos emissores e também novos instrumentos, como debêntures e Fundos de Investimento em Direitos Creditórios (FDICs), o que intensificou a avaliação do risco. "Com a sofisticação das áreas de pesquisa, hoje temos uma realidade muito distante da que tínhamos em 2005. Além disso, nos últimos anos, o Brasil teve uma série de ofertas públicas iniciais de ações (IPOs, na sigla em inglês)", afirmou Pinto Neto. "Se, antigamente, uma área de renda variável (de uma gestora de fundos) monitorava sete ou oito papeis, hoje são monitorados 80 papeis. E as pesquisas vão além de meras análises financeiras e passam também pelas análises societária e jurídica, por exemplo". Ainda segundo o vice-presidente da Anbima, o aumento das taxas de administração de fundos multimercados e de ações está alinhado à tendência mundial."Quanto mais complexo o produto, maior a taxa de administração", afirmou. O novo estudo, lançado hoje pela Anbima, também revelou que os fundos de renda fixa e referenciados DI com taxa de administração de até 1% detêm 66% e 67%, nesta ordem, do patrimônio líquido. Esses tipos de fundos ganharam em escala, com hoje têm um menor custo de processamento por unidade de investimento e um menor custo de distribuição. Já no caso dos fundos multimercados e de ações, foi constatada grande concentração do patrimônio líquido em fundos com taxa entre 1% e 2%, movimento este observado desde 2005. Além disso, no período, houve uma redução da concentração em fundos com taxa superior a 4%, o que pode indicar que o investidor de varejo está mais atento às taxas de administração cobradas de gestoras de fundos. (Karin Sato | Valor)
Leia tudo sobre: iG

Notícias Relacionadas


Mais destaques

Destaques da home iG