A definição para uma vaga no conselho diretor da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) vai depender da composição política em torno das presidências da Câmara e do Senado e será usada como moeda de troca nas negociações. Assim como no Congresso, a briga pela vaga da Anatel está entre o PT e o PMDB, partido do ministro das Comunicações, Hélio Costa.

Se o acerto no Parlamento fortalecer o PT, a vaga será ocupada pelo PMDB, mas se os peemedebistas saírem vitoriosos no Congresso, o PT indicará o conselheiro. O posto na Anatel, que está aberto desde novembro do ano passado, com a saída de Pedro Jaime Ziller, pertence originalmente ao PT, dentro da divisão partidária do setor.

Neste caso, se for confirmada a cota petista na agência reguladora, o mais cotado para assumir o cargo é o economista João Rezende, chefe de gabinete do ministro do Planejamento, Paulo Bernardo. Rezende tem ainda a seu favor o fato de ter presidido a concessionária de telefonia fixa Sercomtel, que opera na região de Londrina, no Paraná.

Se a indicação ficar a cargo do PMDB, a probabilidade é de que o escolhido seja o superintendente de Serviços Privados da Anatel, Jarbas Valente, que conta com o apoio de Hélio Costa e do presidente da Anatel, Ronaldo Sardenberg. Valente chegou perto de assumir uma vaga aberta em 2007, mas Costa teve de abrir mão da indicação em favor de Emília Ribeiro, que assumiu como conselheira, com o apoio do senador José Sarney (PMDB-AP).

Caso Valente seja preterido novamente, ele deverá voltar à disputa em novembro deste ano, quando vence o mandato do conselheiro Plínio de Aguiar Júnior. O segundo nome de Hélio Costa é de seu secretário de Telecomunicações, Roberto Pinto Martins. Também chegou a ser cotado para a vaga de 2007, mas perdeu forças nos últimos meses, o professor da Unicamp Márcio Wohlers, indicado pelo presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho.

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.